resenha

A Cabana – William P. Young

23 maio 2011
Informações

a cabana

william p. young

sextante

série ---

240 páginas | 2008

1

Design

História 1

L

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A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

História

Depois de várias séries e trilogias, um livro único pra variar, que no fim das contas eu não gostei muito. Pra dizer a verdade, não sei se posso dizer que “li” o livro mesmo, porque, no fim das contas, pulei pro último capítulo. Então, de certa forma, é um livro que meio-abandonei.

Seu eu disser que não esperava um livro tão doutrinário, ninguém acreditaria. Porque, pra mim, um livro que ficou tanto tempo em 1º lugar de vendas, devia ter um foco maior na história do que na doutrina, seja ela de que religião fosse (na minha cabeça, né). Tá escrito, lá na quarta capa, “As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele”. Estava me avisando, mas eu não “ouvi”.

Depois de ler os 13 livros da série Deixados para Trás, em que você tinha um cunho religioso e doutrinário, mas que presava mais pela história do que em converter o leitor, juro que estava com outra espectativa com A Cabana.

O livro começa bem, com uma proposta de família feliz, filhos encaminhados, casa, lalalá. Quando é apresentada a razão para a tensão e o drama do livro a história fica interessante. Mas quando entra a parte fantástica, deus, espirito santo e Jesus numa cabana… confesso que meu interesse minguou.

Minguou por ser uma sequência de frases prontas, sugestões bonitas, tiradas de fossa, que chega a escorrer mel e amor do livro. E o mais presente de tudo é o excesso de repetição do “você tem que me amar, você foi criado para me amar”.

Foram esses excessos, as respostas e desculpas para questões filosóficas, e a própria narrativa do livro que me cansaram e me fizeram querer abandoná-lo. Por isso, pulei pro último capítulo e tive certeza que, pra mim, o livro é ruim. O final decepcionante me mostrou que A Cabana não me transformou em nada.

SPOILERS – estragando a surpresa! Leia a parte abaixo por sua conta e risco. (Se bem que não tem lá muita surpresa nesse livro)

Na verdade é mais um desabafo pra você que está curioso sobre o livro e quer ter certeza se lê ou não.

Uma das coisas que mais me incomodou é que logo no começo, o autor já diz que o personagem principal, Mack, quando era criança, assassinou o próprio pai porque ele era um alcoólotra e batia nele e em sua mãe. Então, no “futuro”, a filha caçula de Mack é sequestrada e assassinada por um serial killer em uma cabana (a do título), por isso o lance todo de ele ser deprimido. Daí Mack é chamado por deus pra ter uma conversinha, porque ele não tem mais fé.

O que eu esperava: que fosse uma prestação de contas, por ele ter matado o pai, a filha morreu, alguma coisa assim. Espiação, sei lá. Mas até onde eu consegui ler, num momento de muita tensão em que Mack tá batendo papo com Sofia, a representação da sabedoria de deus, ele não foi em nenhum momento culpado pelo assassinato do pai. Sofia diz que ninguém tem o direito de julgar o outro, de tomar decisões que afetem o outro por julgamento próprio. E eu achei que ia ser o momento para jogar na cara dele “Aí, foi tudo culpa sua!”. Mas não, é só pra você aprender que não pode julgar deus! A culpa dele no assassinato do pai, novamente, até onde eu li, não é levantada em momento algum. E isso meio que me revoltou. Ele não se sentir culpado pelo o que fez.

E no final, o cara volta pra casa, é atropelado (como assim?! depois de conversar com deus, e ele mostrar que tem amor pra dar e que todo mundo é importante e que não pode fazer nada contra O Mal), todo mundo acredita nele, como se fosse a coisa mais normal ir bater um papo com deus numa cabana, acham o corpo da filha assassinada com umas dicas de deus e ajudam a prender o serial killer. O ensinamento final do livro é “deus escreve certo por linhas tortas”.

Legal? Não, eu não achei.


Até a próxima! o/

Livros que estou lendo agora: Pacto Secreto – Eliane Quintella (no Skoob) | O Turno da Noite vol.1 – André Vianco (no Skoob)

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2 Comentários

  • Responder Alef Cauê 15 jan 2016 at 09:52

    Eu, mesmo não sendo católico ou cristão (sou o tipo de pessoa pagã que acredita em todo tipo de força, seja ela boa ou ruim) fiquei apaixonado pela história do livro e muito mais do que isso, amei a forma que foram representadas as divindades sem o mesmo padrão de sempre. Esse é um livro que eu lerei mais vezes e que recomendo para qualquer um, não importa a religião ou crença.

    Meu Blog: http://www.umcontainer.com

  • Responder Nyew 27 jun 2012 at 16:39

    Está aqui alguém que concorda contigo. Foram tantas e tantas pessoas falando bem do livro que não tinha como não ler… mas também que não tinha como gostar. Pra piorar, na época em que li A Cabana tinha acabado de ler três livros da série Análise da Inteligência de Cristo, do Augusto Cury. Na série Cury nos mostra as incríveis qualidades mentais e emocionais de Cristo e, ali, você enxerga um Jesus sério, de poucas palavras, claro e (óbvio, é a ideia do livro, hehe) inteligente. NA Cabana, vemos o oposto: Jesus falante, chato e bobo. Decepcionante.
    Não li os três últimos capítulos. Acho que ainda quero ler, para poder contabilizar mais um livro. ^^

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