A vida é definitivamente uma coisa engraçada. Ou não, sei lá. Precisei fazer 45 anos pra alguéns me dizerem repetidamente que eu tenho problemas de comunicação.
Assim, nunca achei que eu era uma pessoa comunicativa. Sim, eu tenho esse espaço há mais de uma década, mas isso nunca quis dizer que eu sei me comunicar. Sei cuspir palavras para o éter digital.
Só que como eu já comentei aqui algumas vezes, em momentos de desabafo contemplativo, este é um espaço muito solitário (e muitas vezes eu até agradeço, vide a qualidade do que as pessoas enfrentam em redes sociais nos comentários não solicitados). É como se fosse uma câmara de eco onde posso ouvir minha voz, e não necessariamente sou a melhor crítica de mim mesma.
Mas bem, problema de comunicação.
Você sabe o que é um problema de comunicação? Gente… comunicação é muita coisa.
O dicionário Oxford, que o Google me trouxe como referência, diz que:
Comunicação
- ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber outra mensagem como resposta.
- figurado a informação transmitida; seu conteúdo.
Mas isso é um tanto quanto superficial, né? Comunicação parece abarcar uma profundidade muito maior do que “simplesmente” a transmissão de uma mensagem. E é exatamente por isso que eu não entendia qual era o meu “problema de comunicação”.
Veja bem, trabalhando toda a minha soberba e prepotência (que eu estou tentando tratar na terapia), uma das coisas que faz parte da minha personalidade é aprofundamento e reflexão. Eu gosto de saber das coisas, de estudar, de conhecer. Pode ser um jeito bonito de me chamar de fofoqueira? Pode, é uma forma de se analisar, já que eu gosto de saber de “tudo”. O que também me gera muita FOMO, essa ansiedade e necessidade por informação.
Gostar de aprofundamento e reflexão me torna uma pessoa que gosta de “acumular informação”. Ao mesmo tempo, me causa desconforto não passar o que eu aprendi adiante. Todo o processo. Tudo o que eu consegui adquirir de conhecimento sobre um assunto! Eu preciso “comunicar” o que eu sei para as pessoas que me pediram pra aprender sobre alguma coisa.
No fim, eu só recebia o feedback de “problema de comunicação” das pessoas da indústria vital, mas ninguém conseguia me explicar o que realmente isso queria dizer. Duas pessoas de quem gosto muito foram as únicas que conseguiram me dar algum direcionamento do que poderia ser “meu problema”: ter dificuldade de síntese, formato e público.
A liderança, que acompanha nossa carreira e possibilidade de crescimento profissional como um todo, não soube realmente me mostrar o que eu precisava melhorar. Precisei desabafar com pessoas próximas, que talvez me conheçam e me entendam um pouco mais, para conseguir perceber o que realmente são minhas dificuldades.
“Ah, tá Samara, mas porque isso te motivou a escrever um post?”
Porque meus líderes não souberam se comunicar comigo (talvez o problema não seja só eu, no fim das contas, mas um pouco generalizado?). E eu fui gastar alguns litros do aquífero Guarani conversando com uma IA, que realmente conseguiu me mostrar o que eu poderia fazer para criar mecanismos pra melhorar e evoluir “minha comunicação deficitária”. Textão é o meu jeitinho de garantir que eu vou ser entendida, e de garantir que o que eu acho que é importante, na minha opinião, está chegando até a pessoa com quem estou me comunicando.
Mas, no fim de tudo, qual é o meu “plano de ação” (estou cheia de jargão profissional hoje, hein)? Obviamente, ler e escrever. 🤷♀️Vou ler livros de não ficção, meus algozes mas minhas melhores fontes de informação, para tentar entender mecanismos e desenvolver minha capacidade de comunicar.
Se você quiser me acompanhar nessa empreitada, esses são os livros que pretendo ler ao longo do ano:



- Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie (Compre na Amazon*)
- Supercomunicadores – Charles Duhigg (Compre na Amazon*)
- Ideias que colam – Chip Heath, Dan Heath (Compre na Amazon*)
- Conversas Corajosas – Elisama Santos (Compre na Amazon*)
- Inteligência Emocional – Daniel Goleman (Compre na Amazon*)
Um dos exercícios que eu gostaria de fazer é trazer um texto sobre o que aprendi de cada leitura em “diversos formatos”, para que eu consiga colocar em prática a tal da capacidade de síntese e identificação de público.
Não tenho tanto um prazo pra fazer isso. Bem, mais ou menos, porque eu tenho que mostrar alguma evolução até a próxima avaliação de performance… Bem, mas o plano taí. Agora é atualizar as prioridades nas ferramentas da indústria vital.
O foco agora (e sempre, né? 🤷♀️) é: ser melhor…
Meu obrigada e carinho sempre pras pessoas (além do meu marido) que me ajudam sempre a ser melhor: Flavia, Mariana, Monica-chan e Karina-chan. 🖤
Até a próxima! o/
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