resenha

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn

9 nov 2016
Informações

um beijo inesquecível

julia quinn

arqueiro

série os bridgertons #7

272 páginas | 2016

3.75

Design 3.5

História 4

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente.

Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.

Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.

Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.

Design

Acho que a série dos Bridgertons foi uma que a Arqueiro acertou e criou um projeto editorial bastante consistente. Todas as capas são “iguais” estruturalmente falando, com a tarja da área de conteúdo textual dividindo a arte bem no meio, deixando a parte superior para a imagem da heroína da vez, e a parte de baixo para nome da série, NOME DA AUTORA (é quase um MARTIN XD), e o título do livro.

Particularmente, eu acho essa a capa mais bonita. Se você olhar as outras modelos dos seis livros anteriores, elas não costumam estar completamente de frente para o leitor, sempre estão com os cabelos presos ou de chapéu (o que faz todo sentido histórico mas, sei lá, perde um pouco de força na composição). Aqui, principalmente para identificar a personalidade exuberante de Hyacinth, a modelo está com o cabelo solto e, apesar de ter o olhar baixo, ela está de frente para o leitor. Me conquistou bem mais essa capa.

A série não tem o número do volume na lombada, o que é uma pena, mesmo que esteja na capa. A lombada é praticamente uma réplica da arte apresentada na capa, o que eu gosto bastante. Se de alguma forma você cria um vínculo com a personagem e guarda a imagem da capa, fica ainda mais fácil de lembrar qual era a história só olhando para a lombada na estante.

De resto, o miolo é o sempre correto que a Arqueiro utiliza em seus projetos gráficos. O único diferencial na série Os Bridgertons é que, como são oito irmãos, logo no início do livro existe uma árvore genealógica que mostra todos os oito filhos de Violet e qual livro conta sua história. Dá para perceber que não segue a ordem de nascimento dos irmãos, porque a série começou com Daphne, que é a primeira menina, mas a quarta filha.


História

Definitivamente eu adoro Julia Quinn, mesmo esse sendo só o segundo livro da autora que eu leio. Adoro a forma como ela monta a história e apresenta os personagens. Como altera os PoVs e dá, no início do capítulo uma breve contextualização do ambiente e do humor dos personagens.

Como ainda não li os livros anteriores (shame on me) não sei o quanto Lady Danbury aparece e interage com o “elenco principal” de cada história, mas ela é impressionantemente adorável em sua rabugisse. Provavelmente eu fugiria loucamente dela se fosse minha parente, mas ver como se relaciona com Hyacinth e Gareth em Um Beijo Inesquecível, foi muito divertido.

Lady Danbury me lembrou de outra vovó, dos livros da Rachel van Dyken (que aqui no blog tem resenha de The Dare). Lady D. é uma condessa viúva que Hyacinth visita todas as terças-feiras para uma tarde de leitura. A jovem a é Bridgerton mais nova, e a única mulher da família que ainda não se casou.

Hyacinth tem um temperamento franco e direto, beirando o indecoroso, nada que se espera de uma jovem em busca de um marido. Ela já está em sua quarta temporada em Londres e não recebeu nenhuma proposta de noivado neste ano.

Já Gareth é apresentado no comecinho do livro. O prólogo é um pouco do background do jovem, de seu relacionamento conturbado com o pai e a descoberta de que é um filho bastardo. Para variar, ele é um libertino, que não está em busca de casamento ou de amor, mas né, todos sabemos que não vai ser assim pra sempre.

Gareth e Hyacinth se aproximam por conta de um diário da avó paterna do jovem, que foi escrito em italiano. Felizmente, Hyacinth conhece o suficiente da língua para se oferecer no trabalho de tradução. Daí em diante, junto com algumas manobras de Lady Danbury, a avó materna de Gareth, o casal começa a perceber que são perfeitos um para o outro.

Gareth aprecia o desafio, inteligência e impetuosidade de Hyacinth, enquanto ela se deslumbra pela beleza, carisma e inteligência do jovem. Acho que desde Simon Hunt, da série As Quatro Estações do Amor de Lisa Kleypas, que não vejo um rapaz sem título pretender à mão da mocinha do livro.

O livro é romântico, como não poderia deixar de ser. Acompanhar o desenvolvimento do interesse entre Hyacinth e Gareth, o flerte, o primeiro beijo roubado (que foi o inesquecível do título), e os seguintes também. As cenas dos dois são bastantes sensuais, e a forma como Julia Quinn descreve o ato sexual tem um certo romantismo e a preocupação de Gareth de tornar o ato o mais prazeroso possível para Hyacinth.

Acho que a única coisa que não curti muito foi que Gareth tem o segredo de ser filho bastardo e com isso, medo de não ser aceito por Hyacinth e sua família. Então ele tem a brilhante ideia de “comprometer” a moça (entenda como desvirgina-la) de forma que ela seja obrigada a casar com ele de qualquer forma, uma vez que ela já vai estar “usada” e ninguém mais vai querer…

Ok, estamos falando de 1825 mas é um pensamento tão sórdido que Gareth perdeu pontos comigo por colocá-lo em ação. Pelo menos Hyacinth é inteligente o suficiente para se impor depois.

Fofo, leve e divertido (me peguei sorrindo e fazendo “huhuhu” de vez em quando), Um Beijo Inesquecível conseguiu terminar de me provar que a autora é realmente muito boa, e que preciso ler os outros irmãos e irmãs Bridgertons.


Até a próxima! o/

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2 Comentários

  • Responder Camila 12 nov 2016 at 19:24

    Pra mim, esse livro é um dos melhores da série Bridgertons. Dei muita risada com as cenas em que a Hyacinth e Lady Danbury estão discutindo a leitura do “Ms. Butterworth” (por sinal este “livro” também é citado no “What Happens in London” da Julia Quinn, com mais cenas hilárias!)

    Quanto ao seu comentário: “Acho que desde Simon Hunt, da série As Quatro Estações do Amor de Lisa Kleypas, que não vejo um rapaz sem título pretender à mão da mocinha do livro.”… na série Hathaways da Lisa Keyplas você encontrará outros rapazes nesta mesma condição! E esta série também vale muito a pena!

    • Responder Samara Maima 14 nov 2016 at 14:08

      Sim, Camila! O livro da Ms. Butterworth é uma das partes mais deliciosas dentro da história. Eu também tenho a série dos Hathaways, mas para variar eu comecei a série pelo fim. XD Então não vi o casamento das primeiras irmãs. Mas obrigada pela dica, vou procurar terminar de ler assim que puder. <3

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