resenha

Sweet – Tammara Webber

4 jan 2016
Informações

sweet

tammara webber

verus

série contornos do coração #3

322 páginas | 2015

3.75

Design 3

História 4.5

Boyce Wynn é um cara ferido e selvagem, mas resiliente. Pearl Frank sempre foi uma garota obediente, mas agora está inquieta. Quando volta para sua cidadezinha, em crise com sua escolha profissional, Pearl tem duas certezas: Boyce é exatamente aquilo que ela deveria evitar — e tudo o que ela mais quer. Ele é rebelde e barulhento. Indiferente ao que as pessoas pensam dele. Intenso. Forte. Perigoso. Mas Boyce tem mais uma característica — algo que ele esconde de todos, exceto de Pearl: ele é doce. Neste volume da série Contornos do Coração, você vai conhecer a história de dois amigos conforme eles descobrem que sempre foram mais que isso — além de rever personagens conhecidos, como Lucas e Jacqueline.

Design

Sweet é daqueles livros que normalmente eu categorizo como capa “vergoínha alheia, nem ferrando eu vou andar na rua com ele”. Só que, quando comecei a ler eu não queria ter que esperar para voltar para casa e continuar. Então, engoli minha vergonha e levei ele comigo durante os dias de leitura. :P

O livro tem uma capa relativamente “default” do gênero, com um casal em pose e feições sensuais (vergonha alheia) que não diz nada muito diferente de qualquer outro livro. Fora a menina que tem maquiagem demais na cara e parece a Miley Cirus, achei que tem informação demais na capa. DEMAIS!

É um “da autora”, o nome da autora, o nome da série, o título do livro, e uma chamada para o livro. Tudo bem que as fontes ficaram bem, conversaram e harmonizaram de uma forma legal, mas mesmo assim… Tem coisas que poderiam ir para quarta-capa ou não estar na capa de forma alguma.

Na lombada eu queria muito que tivesse o número do volume, marcando que faz parte de uma série, minha estante agradeceria. Eu achei a quarta-capa o mais bonito de tudo. Clean, com um degradê de verde-petróleo (?) e fonte sans-serif para a sinopse.

O miolo não veio com muitas surpresas, e tem as questões que eu sempre comento sobre os projetos gráficos da Record. A diferença aqui fica com as aberturas de capítulo que tem o número, na mesma fonte do título da capa (isso foi legal!), e o nome do personagem que é o PoV do capítulo. Como os personagens trocam muitas mensagens de texto ao longo da história, tem também uma marcação de balão emulando a tela de um whats app ou qualquer sistema de messenger desses na moda.


História

Ooowwww! OOOOOOWWWW! Insira aqui milhões de vezes ow, por favor! Ler Sweet como minha última leitura de 2015 foi uma ótima decisão. <3

Tive uma experiência MUITO RUIM com Tammara Webber em um outro livro também lançada pela Verus, Entrelinhas, e fiquei pressupondo e morrendo de medo que Sweet seria um YA mascarado de NA.

Ledo engano. Ainda bem! Sweet acabou saindo melhor do que a encomenda e melhorando minha opinião em relação a autora. Eu queria um romance sexy e foi exatamente o que ele me proporcionou. Além disso, eu queria um livro fácil e feliz e foi o que tive. Porque ele não é um daqueles livros que te desafia ou que é muito inovador. Você sabe o que esperar, os dramas que vão aparecer, o desenvolvimento dos personagens. Sei que às vezes reclamo exatamente dessas coisas em um livro ou outro que eu acabo não gostando. Mas Sweet era exatamente o que eu estava precisando ler, nada desafiador, um romance fofo, e hot. Muito hot!

A base da história é a de amigos de infância que sempre tiveram aquela paixonite mas nunca oficializaram. Porque ela era nerd baixa-autoestima e ele bad-boy galinha. “Vamos ser sempre amigos e nunca sair da friendzone, porque você é muita areia pro meu caminhãozinho.” \o/

A história alterna entre o ponto de vista de Pearl e Boyce, normal nesse tipo de livro. Além disso, eles fazem altas viagens ao passado em flashbacks para contextualizar o relacionamento dos dois e como ele se desenvolveu desde os 5 anos (de Pearl) até os dias de “hoje”, com 21. Então, às vezes, durante um diálogo, uma palavra ativa a memória do PoV atual e lá vamos nós para o passado. Depois de um tempo eu acabei acostumando e esperando para ver em que momento da vida dos dois eu iria parar naquele capítulo, mas no começo achei um pouco confuso e cansativo.

Gostei bastante de Pearl e de Boyce. Individualmente eles são personagens interessantes e juntos ficam ainda mais envolventes. A maior parte do início do livro são os dois naquela tensão sexual e troca de flertes que você já fica ansioso de quando vai acontecer os tchananan. E com os flashbacks você começa a entender que eles não são tão estranhos um do outro, tchanananmente falando.

Fora o relacionamento dos dois, durante boa parte a história não tem muitas dificuldades ou tensões além do que se espera. Pearl tinha a vida toda programada por sua mãe e seu namorado controlador. Então já dá para saber que vai rolar estresse com babãe, por Pearl querer tomar as próprias decisões para seu futuro, e com o namorado idiota, que além de controlador é um agressor de mulheres.

Já Boyce tem um pai abusivo e alcoólatra para lidar, uma oficina para tomar conta, e uma mãe ausente para atrapalhar sua vida.

Juntos, os dois vão resolvendo cada um dos problemas ao longo do caminho, tudo misturado com bastante romance e sexo. O final achei apelativo, mas nada que eu já não previsse ao longo do caminho. Na real, você percebe que eles só demoram para ficar juntos porque cada um tem uma imagem do que o outro quer ou precisa, e eles nunca se enxergam como parte dela.

No fim das contas era exatamente isso que eu queria com Sweet: um romance hot descomplicado, poucas tensões e as que surgiram, com fácil resolução, e obviamente, um final feliz, porque se eu quisesse tragédia era só ligar a TV no jornal nacional.

Definitivamente, Tammara Webber conseguiu  me conquistar com o livro e provavelmente devo procurar os outros volumes da série para conhecer os demais personagens. Quero mais romance na minha vida, Pessoas!

OOOOWWwwww! <3


Até a próxima! o/

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