Categoria: bate papo

  • Semana Especial Intrínseca – Simon vs a Agenda Homo Sapiens

    Semana Especial Intrínseca – Simon vs a Agenda Homo Sapiens

    Olá, Pessoas! Como estamos? Eu ainda estou na busca de novas oportunidades, mas acredito que logo deve aparecer alguma coisa. ^.^

    Bem, esse post não é para falar da minha dificuldade de encontrar um novo emprego. Esta é uma semana especial em que a editora Intrínseca convidou seus parceiros para falar sobre um de seus livros mais recentes: Simon vs a Agenda Homo Sapiens (skoob/goodreads), da Becky Albertalli. Cada dia é dedicado a um tema, e os parceiros podiam escolher em qual iriam publicar sua participação.

    Primeiro de tudo, já tem resenha de Simon aqui no blog e você pode ler minha experiência com o livro lá. Segundo, hoje o tema é sobre FAMÍLIA, no caso especificamente sobre a família de Simon.

    simon vs a agenda homo sapiens - becky albertalli

    Acho que eu já li bastante young adults na minha “carreira de leitora”, sejam eles estrangeiros ou nacionais, e uma coisa que eles costumam ter em comum é que os adolescentes não tem pais. Assim, não é bem que eles não tem pais, mas não existe necessidade de que eles apareçam na história, ou interfiram de verdade na vida dos filhos, uma vez que o que é realmente importante é o relacionamento com os amigos na escola, o triângulo amoroso com gatinhos e gatinhas, bebidas, festas, etc… Adultos só servem para tornar a história real e tirar o foco de quem importa: os adolescentes e seu universo particular.

    Em Simon é um pouco diferente. A família tem um papel muito importante para ele, ainda mais porque Simon guarda um segredo de todos. Eles interagem com frequência ao longo do livro, brincam juntos, comem juntos, tem atividades normais de uma família. Ainda assim, por mais que aparentemente o relacionamento entre todos seja agradável, pai, mãe e as duas irmãs de Simon também podem ter suas próprias vidas e segredos. O que torna o convívio entre eles ainda mais plausível e crível.

    A irmã mais velha já foi para faculdade, mas todas as vezes que está em casa ela passa horas no telefone com alguém. A irmã mais nova também vive fora de casa, e Simon não tem ideia do que ela anda fazendo nem com quem. E apesar de serem irmãos e se darem bem, fica parecendo que Simon ou não se importa muito com essa distância que tem das irmãs, ou respeita o espaço que elas “impõem” em suas individualidades.

    O mais complicado do relacionamento familiar de Simon para mim durante a leitura foi com seu pai. Simon é homossexual, apesar de ainda não ter contado para sua família, e em muitas cenas em que aparece interagindo com o pai tem que aturar piadinhas homofóbicas ou de alguma forma desmerecedora. Obviamente que o pai não sabe sobre Simon, mas mesmo assim já é uma forma de perturbar o menino ao ver que até dentro de casa existe algum tipo de preconceito. A mãe dele pode não ser preconceituosa, mas é daquelas mães que precisam de alguma forma ter o “controle” sobre o que está acontecendo com o filho, porque ele (e suas irmãs) estão virando adultos e ficando cada vez mais independentes.

    O legal é que Becky Albertalli consegue criar uma família para Simon que é real. Mesmo distantes (fisicamente no caso da mais velha), as irmãs de Simon se preocupam com ele e dão muito apoio quando descobrem sobre a sexualidade do irmão. Tudo que seus pais querem é poder continuar fazendo parte da vida de Simon, que ele divida suas angústias e medos com eles. E eu acho que isso é o que faz com que pessoas sejam realmente família.

    Você pode ter problemas, dificuldades, brigas, discussões, mas existe carinho, preocupação, interesse e amor no relacionamento. Pessoas com personalidades às vezes muito diferentes que procuram umas pelas outras porque sabem que existe doação quase incondicional por ser família.

    Não é fácil, mas é o que nos faz ser pessoas melhores e nos faz crescer como indivíduos.


    Quer acompanhar os demais posts da Semana do Simon?! É só clicar aqui e ver o post do blog da Intrínseca, onde os dias e os temas serão postados até o final da semana. ^.~

    Até a próxima! o/

  • Top 5 2015

    Top 5 2015

    Pessoas! O Natal já se foi e isso significa que falta muito pouco para 2015 terminar. Vamos de Top 5 melhores (e piores) do ano?! Fazer uma retrospectiva do que eu li ao longo de 2015 para descobrir o que foi que mais me marcou ao longo do ano?! \o/

    Separei o posts em categorias de avaliação. Vem comigo descobrir meus favoritos entre os lidos do ano! Só avisando que não coloquei ordem de preferência entre os selecionados e não necessariamente os livros foram lançados em 2015.

    Favoritos dos Favoritos

    Esses foram os meus favoritos entre todos os livros e gêneros que eu li ao longo do ano. Diferente do ano passado tem pelo menos quatro livros de gêneros diferentes na lista, então talvez tenha sido um ano mais fértil de leituras. :P


    Melhores capas

    Capas são o chamariz e o que pode convencer um leitor a comprar o livro. Esse ano minha principal seleção foi praticamente tipográfico.


    Piores capas

    Porque 2015 também me proporcionou a oportunidade de ver algumas capas que deixaram MUITO a dever no quesito “me compre”… ¯\_(ツ)_/¯ Engraçado que dois livros que gostei bastante estão aqui. :P


    Melhores Carinhas

    Escolher os personagens favoritos foi difícil, tanto para o rapazes quanto para as moças. Afinal a gente cria um certo relacionamento com eles ao longo de suas histórias. É quase como escolher entre seus melhores amigos… O.o


    Melhores Mocinhas

    Mesmo problema dos carinhas, mas é um pouco mais fácil porque tem a questão da identificação. Gosto quando as protagonistas são femininas mas ao mesmo tempo ativas e não simplesmente mocinhas em perigo.


    Melhores Hot/Romance de Época

    Hot e Romance de Época continuam juntos este ano porque, apesar de ter lido uma quantidade expressiva dos dois, não consegui fazer uma lista que me agradasse deles separados.


    Melhores New Adult

    New Adult ganhou um espaço para chamar de seu esse ano! Tive bastante representantes ao longo das minhas leituras então deu para escolher 5 com certa facilidade.


    Melhores Fantasia/Sci-Fi

    Acho que fiquei devendo um pouco no quesito Fantasia/Sci-Fi esse ano. Talvez eu tenha escolhido livros muito longos e acabei não priorizando nenhum deles. Mesmo assim, deu para escolher cinco que foram bem marcantes.


    Melhores Young Adults

    Esse ano, assim como em 2014, acredito que li poucos young adults. Não sei se é velhice ou se estou “amadurecendo” para o estilo. =/


    Mais aguardados de 2015 (ou o que eu gostaria muito de ler em 2015)

    Um dos meus top aguardados continua com Winds of Winter, a continuação de As Crônicas de Gelo e Fogo. George R.R. Martin continua empurrando com a barriga o lançamento do sexto livro da série e eu só quero ver como vai ser acompanhar Game of Thrones na HBO sem saber o que vai acontecer…

    Esse ano conheci o autor gatinho Pierce Brown e já comprei o segundo volume de Red Rising. 2016 tem a promessa do terceiro da trilogia, Morning Star, sobre a revolta dos vermelhos de Marte!

    Espero que a Intrínseca mantenha o ritmo de dois exemplares de A Roda do Tempo por ano, então que venham The Fires of Heaven e Lord of Chaos. Preciso manter minha malhação de bíceps para segurar esses livros. Ainda a Intrínseca, queria muito que o terceiro livro da Sally Green, Half Lost, não demorasse muito para chegar depois que for lançado lá fora…

    Queria muito que a Novo Conceito continuasse a série Desafio, da C.J. Redwine. Foi um dos melhores lançamentos da editora de 2014 e não apareceu nada da trilogia em 2015.

    2016 é a previsão de lançamento do último livro da série Crossfire, da Sylvia Day. Vamos ver quanto tempo depois a Paralela vai lançar por aqui.

    E por último, tio Rick Riordan continua on fire em seus livros, e agora ele vai voltar para o núcleo de Percy Jackson (YUHUUU!) com uma nova série acompanhando o deus Apolo, The Hidden Oracle. Quem já estou ansiosa?! \o/


    Surpresa do ano

    As surpresas do ano ficaram por conta de Vango e O Predador! Vango chegou aqui em casa por uma sugestão da editora Melhoramentos, com quem eu nem tinha contato, e foi uma surpresa gráfica incrível. Também tive a oportunidade de finalmente conhecer um dos livros de Tess Gerritsen, que já estava na minha lista de “preciso ler um dia” há muito tempo.


    Decepção do ano

    Acho que a maior decepção do ano foi Quem é você, Alasca?. John Green é amado por milhões mas não consegui me encontrar com o seu primeiro livro. Vermelho como o Sangue é a prova que uma capa impressionante, com qualidade para estar no meu top 5, não salva uma história ruim. Por último, Desaparecidas foi uma leitura mais recente mas que me decepcionou muito na previsibilidade e nos personagens insuportáveis.


    Esse foi o meu 2015. Que venha 2016, ano bissexto com um dia a mais de leitura e sempre tentando uma meta maior! \o/

    Até a próxima! o/

  • Semana Especial – Toda a luz que não podemos ver – Intrínseca

    Semana Especial – Toda a luz que não podemos ver – Intrínseca

    A Intrínseca convidou seus parceiros para participar de uma semana especial sobre o livro Toda a luz que não podemos ver, de Anthony Doerr. Cada dia dessa semana foi voltado para falar um pouco sobre vários assuntos voltados para a história do livro.

    Algumas informações interessantes sobre Toda a luz (…). O livro foi o vencedor do prêmio Pulitzer de 2015 e no Goodreads foi o vencedor do Goodreads Choice 2014, no quesito Ficção Histórica. Além disso, sua nota de avaliação é maior que 4.2 estrelas e já tem mais de 28 mil resenhas sobre o livro.

    E eu aqui me perguntando por que mesmo eu ainda não consegui pegar para ler… (talvez as 528 páginas e o tema de guerra esteja me assustando um pouco)

    A edição da Intrínseca chegou para mim de em um kit estupendo que eu já mostrei para vocês mas faço questão de colocar a imagem de novo.

    toda luz que não podemos ver - anthony doerr

    E tem softtouch! <3

    Mas vamos à minha participação na semana! Como o livro é ambientado no pós e no durante da Segunda Guerra Mundial, vou fazer uma pequena listinha de livros que já li ou tenho vontade de ler e que desenvolvam uma história nesse mesmo período histórico. Acho que já comentei, mas tenho um pouco de dificuldade com histórias de guerras em geral. Acho que normalmente os livros que tratam desse assunto são muito sofridos e tendo a fugir um pouco deles. Mas isso não me impede de ter interesse pelo autor ou pelo plot que pode ser construído.


    Vou começar pelos livros que eu ainda não li, mas estão na minha lista de “quero dar uma olhada”. ^.~

    As Espiãs do Dia D - Ken FollettAs Espiãs do Dia D [skoob/goodreads] – Ken Follett

    Ken Follett é um daqueles autores de livros chaprocas históricos que eu tenho muita curiosidade de ler desde que conheci Pilares da Terra. O autor escreve ficção histórica e já ouvi muitos elogios ao seu estilo, à qualidade das suas histórias e pesquisa para ambientar seus personagens. Ele tem muitos livros em série, como a recente Trilogia do Século, que acompanha várias gerações de famílias ao longo do século XX. Na verdade o segundo livro desta série se encaixaria na minha listinha, mas preferi escolher um stand alone do autor.

    As Espiãs do Dia D conta a história de um grupo de mulheres que precisou invadir uma central de comunicação nazista para impedir o avanço do terceiro reich. Em tempos de empoderamento feminino, não há nada mais justo do que o colocar a possibilidade do fim da guerra nas mãos desse grupo de mulheres.

    o rouxinol - kristin hannahO Rouxinol [skoob/goodreads] – Kristin Hannah

    Lançamento de novembro da Arqueiro, o mais novo livro de Kristin Hannah conta a história de duas irmãs francesas, durante a Segunda Guerra Mundial. Cada uma tem crenças diferentes em como enfrentar a invasão de seu país pelos nazistas.

    O livro lançado em fevereiro (lá fora), tem uma nota muito boa no Goodreads, mais de 4.5 estrelinhas, e já recebeu mais de 11 mil resenhas, inclusive de uma blogueira inglesa que acompanho, gosto e respeito muito. Você pode ler a opinião dela (em inglês) em sua review aqui.

    Uma curiosidade. No encontro de livreiros e blogueiros da Sextante/Arqueiro foi dito que a arte em amarelo na capa aqui do lado, na versão impressa na verdade é um hotstamping de dourado! *0*

    Anjos da Morte - Eduardo SpohrAnjos da Morte [skoob/goodreads] – Filhos do Éden #2 – Eduardo Spohr

    Vamos colocar um pouco de fantasia nessa mistura de contemporaneidades. No segundo livro da série Filhos do Éden, Eduardo Spohr coloca seus personagens como parte integrante e atuante de alguns momentos importantes e bélicos de nossa “civilização”, começando pelo período da Segunda Guerra Mundial e indo até 1989.

    O livro mistura o passado e o presente com núcleos de diferentes personagens, além de manter a história embalada no universo angélico criado pelo autor brasileiro.

    Anjos da Morte é um daqueles livros que eu já comprei mas ainda não li, e já estou indo atrás do último da trilogia que sai agora em novembro.

    A Menina que roubava livros - Markus ZusakA Menina que roubava livros [skoob/goodreads] – Markus Zusak

    Aqui eu preciso fazer uma confissão: nunca consegui terminar de ler A Menina que roubava livros. Há alguns anos, peguei o livro emprestado com minha cunhada e comecei a ler. Ele não me envolveu e eu deixei de lado lá pela página 20 ou 30, na expectativa de “daqui a pouco eu pego de novo”. Ele acabou ficando ali na estante, só me encarando, me lembrando da minha falta.

    No começo do ano passado eu fui ver o filme em pré-estreia, e de certa forma, acredito que eu não conseguiria realmente terminar de ler. Ele já foi devidamente devolvido à dona (porque, afinal, eu não roubo livros :P), mas, se o livro refletir exatamente o que mostrou no filme, é um exemplo do que eu particularmente tentaria mas sofreria para terminar.


    Agora, dois livro que li e resenhei aqui no blog, que também estão envoltos pelo período da Segundo Guerra Mundial.

    A Garota que você deixou para trás - Jojo MoyesA Garota que você deixou para trás [skoob/goodreads] – Jojo Moyes

    Acho que Jojo Moyes é campeã em escrever livros bonitos, tristes, envolventes e marcantes. Felizmente ele não foi tão destruidor de emoções quanto Como eu era antes de você.

    A Garota (…) alterna a história entre o presente e o passado de duas mulheres, relacionadas por uma mesma pintura. No passado, acompanhamos Sophie enquanto sua casa é invadida pelos alemães, e ela passa a ser uma “empregada” dos vários oficiais que frequentam sua sala de estar.

    É um romance forte, com personagens femininas interessantes e que mostra um outro lado da guerra, que não necessariamente tem a ver com bombas e tiros, mas que é da mesma forma triste e traumatizante.

    Leia a resenha.

    Entre o céu e a terra - Timotheé de FombelleEntre o Céu e a Terra [skoob/goodreads] – Vango #1 – Timothée de Fombelle

    Vango na verdade se passa no período pré-guerra mas já dá para acompanhar a movimentação nazista ao longo da história. É um livro de aventura, de um jovem buscando respostas sobre o seu passado, mas que está envolto por personagens e situações que foram reais durante a década de 1930-40.

    Como o foco não é na guerra em si, consegui me envolver bastante com o livro, por causa do ritmo quase frenético e pela boa contextualização e descrição da história de Vango.

    Além disso tudo, é um dos livros mais bonitos que foram lançados esse ano (e que caíram na minha mão). ^.~

    Leia a resenha.


    Essas são minhas sugestões de leituras e preciso me comprometer a finalmente ler Toda luz que não podemos ver…

    Até a próxima! o/

  • agosto foi um desgosto T^T

    agosto foi um desgosto T^T

    Férias Venimim! 2015

    Não sei se vocês perceberam mas agosto foi um mês muito um pouco lento aqui no blog. Culpa do universo, da vida e tudo mais… ¯\_(ツ)_/¯

    Parece que quando você vai tirar férias é igual a quando você vai fazer aniversário. O universo conspira para tornar as semanas que antecedem essas datas “especiais” em pequenos infernos diários.

    Para mim foi começar uma nova pós-graduação e ficar cheia de apresentações para fazer; um projeto infindável no trabalho; e uma sequência de dias em que tive mal estar digestivo. Provável que fosse de alimentação não tão regrada acrescida do stress do trabalho. Nunca saberei ao certo.

    Não falei nada sobre a Bienal, que sim!, eu vou. Quase não postei resenhas, apesar de continuar lendo a pequena pilha que ocupa um canto especial da minha escrivaninha. Voltei a atrasar os posts das novidades que chegaram lá em casa. Para vocês terem uma ideia, o meu “mundinho” de notificações do Facebook nunca baixava de 100+, ou seja, nem “prestar consultoria”  na rede social eu estava/estou conseguindo.

    Mas eu não esqueci de vocês! A pequena culpa de não estar presente como eu costumava/gostaria está batendo aqui no fundinho do peito. Eu espero que as férias melhorem minha saúde, minha disposição e que as postagens voltem ao normal.

    Depois posto no Instagram do blog a pequena pilha de livros que pretendo ler. \o/ Tem milhares páginas de fantasia com A Ascensão das Sombras, O Poço da Ascensão, A Filha do Império e As Trevas de Sethanon! Vários romances, contemporâneos e de época. Alguns Young Adults e outros dramas que tem a perspectiva de manter meus canais lacrimais limpos e hidratados. ^.~

    Fora os livros que gostaria de comprar na Bienal. Vamos ver como vai ser este ano. ^.^

    Então Pessoas. Desculpem o sumiço e obrigada por não abandonarem o blog e a fanpage.

    Para compensar, mais tarde entra promoção no ar e ainda pretendo colocar mais outras duas ao longo de setembro!

    Até a próxima! o/

  • terminei a dança dos dragões…

    terminei a dança dos dragões…

    …e isto não é uma resenha, principalmente porque não fiz nenhuma ao longo de toda a série dAs Crônicas de Gelo e Fogo. É mais uma constatação de que, a saga dos Starks e Lannisters provavelmente é uma das mais longas que já li até o momento, e que ainda não terminou. Longa não em quantidade de livros lançados, mas em quantidade de páginas.

    A Dança dos Dragões me tomou exatos 864 páginas e dois anos para ser lido. DOIS FUCKING ANOS! Sendo bem sincera, essas 864 páginas no tamanho das folhas e das fontes no livro se transformam facilmente no dobro em um projeto “normal”. Então a sensação é, sim, de ter atravessado longas 1.728 páginas de Westeros e Essos.

    E por que dois anos, se os três primeiros livros foram mais rápidos? Acho que porque o quarto livro deu uma baixada na minha expectativa e envolvimento da história. Dos cinco livros, Festim dos Corvos é o mais lento e com os personagens principais que menos me envolveram, então perdi o ritmo. E não encontrei mais nem em A Dança dos Dragões, por mais que meus personagens favoritos tivessem capítulos ao longo da história.

    Tudo bem que não foi só isso. A vida e as responsabilidades acontecem, sabem? Então como o livro não fazia parte das minhas leituras oficiais do blog, era uma escolha pessoal, eu sempre delegava para segundo plano…

    Então, assim, consegui matar duas metas para 2015 (que acabei de inventar!): terminar A Dança dos Dragões e ainda antes de começar a quinta temporada da série da HBO! ACHIEVMENT UNLOCKED! \o/

    congratulations-you-did-it

    O problema é que não conheço ninguém para bater um papo esperto sobre os acontecimentos do último livro. Todos os amigos que estavam lendo a série cansaram e abandonaram ao longo do caminho. E cá estou eu, sem ter com quem conversar sobre os spoilers da série! T^T

    Mas o lance todo desse post é mais para comentar sobre séries longas em quantidade de páginas/volumes. Acho que todo mundo deve sofrer com a questão de acompanhar séries enormes. Eu costumava fazer um post de avaliação da quantidade de séries que eu tinha em aberto/estava acompanhando quando o ano virava, mas chegou a um ponto tão assustador que bateu uma leve preguiça.

    As Crônicas de Gelo e Fogo até o momento tem 3.640 páginas (na versão brasileira lançadas pela LeYa), e George R.R. Martin já comentou que Winds of Winter ia passar de 1.000. Sem fazer uma pesquisa muito profunda no Skoob, porque se eu for fazer algo assim não saio mais de lá, outras séries longas que leio/li são: Percy Jackson e derivados, Os Deixados para Trás, A Irmandade da Adaga Negra, Sookie Stackhouse, e House of Night. Com essa abertura para séries de fantasias, provavelmente A Roda do Tempo vai entrar para a lista de séries longas.

    Muito bem, agora de volta à programação normal e à leitura dos últimos lançamentos das editoras. ^.^

    Até a próxima! o/

  • Top 5 2014

    Top 5 2014

    Chegou aquele momento do ano que a gente faz uma retrospectiva de tudo o que aconteceu em 2014 e vê “no que deu”. No caso do blog, é o momento de rever os livros que eu li até o momento e fazer uma singela listinha dos TOP5 de 2014! \o/

    Separei o post em algumas categorias e vocês podem me dizer se concordam ou quais seriam as suas escolhas. Engraçado é que olhando minha estante de lidos do ano, apesar de ter alcançado 70+ livros (segundo o Skoob), fiquei com a sensação de “podia ter feito melhor”. =/ Não me julguem, mas sei lá, ficaram faltando “só” 30 para alcançar 100… #maníaca

    Vem comigo descobrir meus favoritos entre os lidos do ano! Só avisando que não coloquei ordem de preferência entre os selecionados e não necessariamente os livros foram lançados em 2014.

    Favoritos dos favoritos de 2014

    Esses foram os meus favoritos entre todos os livros e gêneros que eu li ao longo do ano. Não que tenha muita variedade, afinal sou relativamente previsível quanto às minhas preferências de leitura…

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    Melhores capas

    Capas são o chamariz e o que pode convencer um leitor a comprar o livro. Esse ano foi recheado de capas muito bonitas, muitas fotográficas, algumas com um investimento em um trabalho visual muito mais tipográfico. Dos livros que li, a editora Saída de Emergência conseguiu emplacar duas capas visualmente interessantes, não só pelo layout, mas também pelo projeto físico do livro.

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    top5_capas2


    Melhores Carinhas

    Escolher os personagens favoritos foi difícil, tanto para o rapazes quanto para as moças. Afinal a gente cria um certo relacionamento com eles ao longo de suas histórias. É quase como escolher entre seus melhores amigos… O.o

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    top5_carinhas2


    Melhores Mocinhas

    Mesmo problema dos gatinhos, mas é um pouco mais fácil porque tem a questão da identificação. Gosto quando as protagonistas são femininas mas ao mesmo tempo ativas e não mocinhas em perigo.

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    Melhor Hot/Romance/New Adult

    Juntei tudo em um item só, já que não tenho representantes suficiente para colocar separadamente. Em 2014 ficou claro para mim que eu adoro esses estilos de leitura, preciso de um livro mais “interessante” entre as leituras de fantasia e young adults para dar uma “animada”. Além disso, Sylvia Day tomando conta do top, já que agora quase todas as editoras tem sua cota da autora para lançar.

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    Melhor Fantasia/Sci-Fi

    Mesmo caso do item anterior, não tinha contestantes suficientes separadamente. Fico pensando que eu queria ler mais Sci-Fi, então acho que em 2015 vou atrás do catálogo da Aleph, que é especializada basicamente em livros de ficção científica…

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     Melhores Young Adults

    Por incrível que pareça, li poucos young adults comparado com anos anteriores. Estarei ficando “vélea”? XD

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    Mais aguardados de 2015 (ou o que eu gostaria muito de ler em 2015)

    O sexto volume das Crônicas de Gelo e Fogo, Winds of Winter, é uma promessa eterna pairando sobre nossas cabeças. Enquanto o bom velhinho Sr. George R.R. Martin não nos atualiza com uma previsão de publicação, eu consigo mais tempo para terminar de ler A Dança dos Dragões.

    Outra promessa é a LeYa finalmente lançar o último volume da série de Charlaine Harris, Grave Secret. Preciso completar minha coleção e saber o que acontece com Harper Connelly e seu “irmão” Tolliver! >o<

    Apesar de ainda não ter lido o terceiro livro dA Roda do Tempo, espero ansiosamente pelo lançamento dos volumes seguintes. Queria que o próximo, The Shadow Rising, chegasse no primeiro trimestre de 2015.

    Gostei bastante do mundo criado por C.J. Redwine em Desafio, e espero que a Novo Conceito não demore muito para lançar as continuações. Se as duas saírem ano que vem vai ser muito bom!

    E por último, Half Wild, a continuação de Half Bad de Sally Green está prevista para sair lá fora em março, vamos ver quanto tempo a Intrínseca vai demorar para trazer para cá.


    Para fechar este post enooorme com minha seleção do ano deixo mais duas categorias que só tem um livro cada. Com vocês a Surpresa e a Decepção do ano!

    Surpresa do ano

    Como vale qualquer livro que li ao longo de 2014, escolhi um e-book em inglês que ainda não saiu por aqui. The Dare foi um achado/uma indicação ao terminar uma leitura e foi um dos livros mais divertidos do ano, que me fez ficar acordada lendo até 3h da manhã. Então o “prêmio” vai para o terceiro volume da série The Bet, da Rachel van Dyken.

    The Dare - Rachel van Dyken


    Decepção do ano

    Tudo bem que eu não espero muito de Lauren Kate, não tenho uma recordação muito boa da autora depois de ler duas vezes Fallen e continuar com a mesma (má) impressão. Mas eu esperava que o plot interessante de Teardrop fosse redimir a autora, só que não… =/ Teardrop é fraco, e quase foi uma perda de tempo…

    Teardrop - Lauren Kate


    Esse foi o meu 2014. Que venha 2015 e uma meta maior de leitura! \o/ #loka

    Até a próxima! o/

  • Semana Fantástica iD – Subgêneros de Fantasia

    Semana Fantástica iD – Subgêneros de Fantasia

    Semana Fantástica iD

    Olá Pessoas! Estão acompanhando a semana sobre Fantasia aqui no blog? Já coloquei no ar um post abrangente sobre o que é Fantasia, duas resenhas de livros do gênero lançados pela iD, e hoje vocês vão conhecer um pouco sobre os subgêneros do estilo.

    Não consegui encontrar nas interwebs um consenso sobre quais são os subgêneros de Fantasia que existem no mercado literário. Não achei um artigo da Universidade de Massaxucitz oficializando a listagem dos tipos possíveis de narrativas dentro do gênero de Fantasia. Até é compreensível, visto que a literatura é um “organismo” vivo e pode mudar e evoluir o tempo todo.

    Então, vou criar uma sugestão não-oficial de subgêneros a partir da pesquisa que fiz no Oráculo, mantendo os termos em inglês para não correr o risco de fazer uma tradução/adaptação chumbrega, ok? Além disso, sempre que o estilo possuir livros publicados no Brasil vou colocá-los como exemplos para facilitar o entendimento.

    Vem comigo! o/


    Uma das fontes que encontrei divide a Fantasia em dois pilares: a High Fantasy e a Low Fantasy. Dentro deles se encaixariam todos os outros subgêneros mais conhecidos. Mas as outras colocavam todos os estilos no mesmo patamar, então vou seguir nessa linha de raciocínio. (os subgêneros estão em ordem alfabética)

    Alternate World: envolvem mundos diferentes escondidos dentro ou em paralelo ao nosso. Antigamente, quando o planeta ainda não era totalmente mapeado, era possível encontrar histórias de terras misteriosas como no livro de Johnathan Swift, As Viagens de Gulliver. Depois, quando já tínhamos uma ideia mais concreta dos continentes, Lewis Carroll criou um mundo dentro de um espelho em Alice Através do Espelho.

    Arhurian: são histórias contadas no mundo do Rei Artur, na lendária Camelot. Exemplos famosos são A Espada na Pedra, de T.H. White, e a saga As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley.

    Bangsian: é relativa principalmente a um autor do século 19, John Bangs, e lida basicamente com histórias sobre o além-vida.

    Celtic: é criada a partir do vasto conhecimento dos celtas, vindos principalmente, mas não somente, da Irlanda.

    Christian: costuma ser um subgênero mais raro, em parte porque muitos “crentes” oficialmente intimidam toda a questão da fantasia, assim como os especialistas do gênero também o evitam. Muitas novelas de C.S. Lewis poderiam entrar nesta classificação.

    Comedic: é um subgênero relacionado ao humou e/ou à sátira. Os livros de Terry Pratchett da série Discworld são um bom exemplo.

    Contemporary: aqui as criaturas mágicas estão escondidas entre nós. Essas histórias são desenvolvidas nos tempos atuais, com situações estranhamente familiares. Os livros de Neil Gaiman, Deuses Americanos e Lugar Nenhum dão uma ideia do que é Contemporary Fantasy.

    Court Intrigue: é um subgênero definido pelas histórias que acontecem em castelos da realeza, com algum viés histórico (mas com magia), ou em algum mundo alternativo. A série de George R.R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, é um bom exemplo do estilo.

    Dark: suas histórias costumam se interligar e sobrepor com horror ou até mesmo com uma atmosfera mais gótica.

    Dying Earth: é um pouco literal, e as histórias se desenvolvem no cenário do fim/destruição do planeta. Normalmente a humanidade é cercada por tédio e certa descrença, enquanto o mundo se desfaz. Apesar de a narrativa de George R.R. Martin em A Morte da Luz não se passar necessariamente na Terra, ela aborda o tema do fim de um planeta.

    Erotic: como o nome diz, os livros contém um forte elemento sexual. Apesar de a série Trilogia das Jóias Negras, de Anne Bishop, ter uma forte aproximação com o estilo Dark, ela também poderia entrar nesta categoria.

    Heroic: é centrada em um herói conquistador, ou um “bando” de heróis; ainda que eventualmente o esteriótipo do gênero heróico seja desenvolvido com vilões perdoáveis e protagonistas falhos.

    High ou Epic: é considerada por muito leitores o coração e a essência do gênero de Fantasia. Mundos inteiros são criados, com longas histórias e estilos de vidas vívidos, além de uma longa lista de personagens. O Senhor do Anéis, obra máxima de Tolkien, domina completamente este subgênero. Outro bom exemplo é a série A Roda do Tempo, de Robert Jordan.

    Historical Fantasy: é a resposta do gênero para a ficção histórica. Um período específico da história da Terra se torna o cenário, mas com elementos fantásticos misturados. Um bom exemplo é a série de Guy Gavriel Kay, Tigana.

    Historical High Fantasy: é uma variação do subgênero Historical, em que as histórias são vastas e tão detalhadas que se assemelham à High Fantasy.

    Juvenile: é uma categoria abrangente, que se sobrepõem com os gêneros Infantil e Young Adult, em que as histórias são escritas para uma audiência mais jovem. O Hobbit, de Tolkien, e O Mágico de Oz de L. Frank Baum são exemplos perfeitos.

    Low Fantasy: também é uma categoria abrangente e descritiva. Suas histórias são escritas sem as paisagens arrebatadoras e o heroísmo mais sério em uma clara oposição, talvez não necessariamente consciente, do subgênero High Fantasy. Alguns ligam o estilo ao subgênero Sword & Sorcery. Em outra definição, Low Fantasy é visto como histórias que se passam em um cenário mais comum, com menos magia. 

    Medieval: é definida por seu nome, e é um subgênero em que as histórias são desenvolvidas neste período, entre o “arcaico” ou o mundo Arturiano e  a era industrial moderna. Elas são repletas de cavaleiros e patifes, normalmente junto com feiticeiros e dragões. Muitos dos subgêneros de Fantasia, ambientados na Terra ou em qualquer outro mundo, possuem uma sensação “pseudomedieval”, com a descrição do cenário ou das vestimentas.

    Mythic: é uma vasta categoria. Em geral as histórias são desenvolvidas em “nossa” Terra e incorporadas com mitos existentes. Os Filhos de Anansi, de Neil Gaiman, e toda a série de Percy Jackson, de Rick Riordan são ótimos exemplos deste estilo.

    Quest: envolvem somente a realização de uma missão. É uma categoria descritiva, em que o protagonista está envolvido em alguma missão perigosa e envolvente. O livro A Primeira Regra do Mago, de Terry Goodkind é um bom exemplo desse tipo de subgênero. 

    Romantic: é a incorporação dos temas que normalmente envolvem os gêneros Fantasia e Romance, normalmente são comercializados como “romance paranormal”.

    Science Fantasy: é um subgênero onde a alta tecnologia costuma se sobrepor ou coincidir com elementes comuns à fantasia tradicional. A série Darkover, de Marion Zimmer Bradley é um exemplo <3 (sou apaixonada por essa série e sofro constantemente porque a Imago nunca terminou de publicar os livros da autora aqui…).

    Steampunk: assim como o Science Fantasy, é um estilo que incorpora elementos tecnológicos com fantasia. A questão aqui é que a tecnologia é normalmente movida a vapor e pode ser capaz de feitos fantásticos, quase mágicos. O livro A Corte do Ar, de Stephen Hunt, é um exemplo icônico. Alma?, de Gail Carriger, também possui elementos steampunks na história.

    Superhero: seja em filmes, quadrinhos ou em livros, personagens como Superman e Thor são familiares para muitos leitores. Alguns autores costumam criar seus próprios super-heróis, incorporando esteriótipos conhecidos. Os protagonistas podem receber suas habilidades especiais de magia, tecnologia ou qualquer outro artifício, e usualmente eles excedem qualquer coisa que a ciência acha plausível.

    Sword & Sorcery: as histórias são incorporam o aspecto de ação ininterrupta relacionado com a fantasia, com “poderosos bárbaros” atravessando um campo sangrento em seus mundos “pseudomedievais”. Os livros de Robert E. Howard que contam as histórias de Conan são, talvez, os tomos fundadores do gênero.

    Urban Fantasy: essas histórias são ambientados em um cenário moderno e urbano. Lobisomens vivem em estações abandonadas do metrô, ou fadas se escondem em pequenos espaços nos domitórios dos campus de faculdade. Os livros da série Sookie Stackhouse, de Charlaine Harris, são bons exemplos do estilo.

    Vampire: originalmente este subgênero pertencia a categoria de horror, e muitos livros ainda se encaixam lá. Entretanto, muito livros recentes foram sobrepostos com os gêneros Romance e Young Adult, e suas histórias talvez se encaixem melhor na “seção” de Fantasia. Em geral, cada autor cria suas regras sobre o estilo de vida dos vampiros, suas habilidades e fraquezas. Exemplos icônicos do gênero são os livros Drácula, de Bram Stoker, e O Vampiro Lestat, de Anne Rice.


    Ufa! Eu imaginava que existiam muitas classificações, mas não fazia ideia do volume real de possibilidades! O.O

    Já pararam para pensar em qual dos subgêneros seus livros favoritos se enquadram? ^.~

    Até a próxima! o/

    fontes: Fantasy Subgenres, Wikipedia, Best Fantasy Books, Fantasy Fiction (1, 2), Book Country

  • Semana Fantástica iD – A Fantasia

    Semana Fantástica iD – A Fantasia

    Semana Fantástica iD

    Bem-vindos à Semana Fantástica iD! Nos próximos dias vocês vão poder acompanhar posts sobre livros de fantasia lançados pela editora iD e também algumas informações sobre esse gênero pelo qual eu sou apaixonada, e que ganha cada vez mais espaço nas prateleiras das livrarias e das nossas estantes.

    Venham comigo descobrir um pouco mais sobre a Fantasia! Que nossa jornada mágica comece! ^.^


    O que é Fantasia na literatura?

    A ficção fantástica pode ser definida pela presença de magia e elementos sobrenaturais em suas histórias. Apesar de a Fantasia dividir algumas características semelhantes com a Ficção Científica, o que no final as distingue é que a Fantasia não precisa ser cientificamente possível, mesmo se tratando de um futuro distante.

    A Fantasia é caracterizada por uma construção intricada de “universo”, e normalmente suas histórias ocorrem na Terra ou em um mundo diferente, em nosso passado ou presente, ou em um momento fora do tempo. Os mundos de Fantasia são populados por seres e criaturas míticas (dragões, unicórnios, elfos…) e/ou paranormais (vampiros, lobisomens, metamorfos…).

    As narrativas normalmente giram em torno de uma batalha do bem contra o mal, e as séries fantásticas tendem a se concluir com a derrota do antagonista. O protagonista costuma possuir uma habilidade mágica que o ajuda a triunfar sobre o mal. Talvez os dois subgêneros mais populares da Fantasia atualmente sejam a High/Epic Fantasy e a Urban Fantasy (vou tratar sobre os subgêneros em um post futuro ^.~).

    Eu já comentei algumas vezes sobre a Jornada do Herói, definida por Joseph Campbell, e na maioria das vezes, é possível identificar nas histórias de Fantasia todo o percurso da jornada feito pelo herói/protagonista do livro. No vídeo abaixo, uma palestra do TED, vocês podem ver uma explicação sobre o Monomito (em inglês).

    A história da Fantasia

    Não é nada fácil de definir quando a Fantasia moderna realmente começou. Sua origem pode ser traçada através dos primeiros documentos escritos da humanidade de que se tem conhecimento, A Epopeia de Gilgamesh, mas também em vários outros textos famosos de diversas culturas. A Odisseia, Beowulf, o Mahabharata, As Mil e Uma Noites, A Ilíada, Ramayana, as lendas Arturianas, todos estes exemplos são representados por bravos heróis e heroínas que enfrentam monstros terríveis em reinos arcanos e mágicos, e são responsáveis por inspirar inúmeras audiências.

    Acredita-se que a história da Fantasia moderna começou com George MacDonald, o autor escocês das novelas The Princess and the Goblin e Phantastes, esta considerada a primeira fantasia escrita para adultos. Além disso, foi uma grande influência para J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis. Apesar da valor que MacDonald ou dos livros de H.G. Wells tiveram nos futuros escritores, foi somente a partir do século 20 que a ficção fantástica começou a alcançar um vasto público.

    Nas primeiras décadas do século 20 autores como H. Rider Haggard (As Minas do Rei Salomão), Rudyard Kipling (O Livro da Selva) e Edgar Rice Burroughs (Uma Princesa de Marte) definiram o que ficou conhecido como o sub-gênero “mundo perdido”. Era uma forma muito popular de fantasia, assim como vários clássicos para crianças como Peter Pan e O Mágico de Oz.

    Inicialmente o estilo era considerado mais aceito quando escrito para jovens e crianças do que para adultos. Então, quando autores desejavam escrever fantasia, eles precisavam ajustar suas histórias para o público infantil. Por muitos anos livros como Alice no País das Maravilhas e até mesmo O Senhor do Anéis, foram classificados como literatura infantil.

    Em 1923, com o surgimento das revistas pulp focadas completamente no gênero fantástico, o mercado viu explodir a popularidade do estilo. As revistas foram responsáveis por trazer a ficção fantástica para uma audiência muito mais ampla nos EUA e na Inglaterra. Elas também foram importantes para o surgimento da Ficção Científica, e é por isso que os dois gêneros são muitas vezes associados um ao outro.

    Foi com o advento da High Fantasy, muito por conta dos livros O Hobbit e O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, que o gênero conseguiu alcançar picos de popularidade, e permitiu que a Fantasia verdadeiramente encontrasse espaço para o público mais mainstream. Outras séries importantes, como As Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis e Earthsea de Ursula K. Le Guin, ajudaram a cimentar as conquistas do gênero e sua popularidade.

    O século 21 viu o gênero fantástico continuar com sua escalada de popularidade, e ficou evidente sua aceitação pelo sucesso de séries como Harry Potter de J.K. Rowling, e sua escola de bruxos; As Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin, e suas intrigas políticas; e as séries de Rick Riordan, Percy Jackson e As Crônicas de Kane, que focam em mitologia Grega/Romana e Egípcia, respectivamente.

    Terminando de consolidar o espaço que a literatura fantástica conseguiu no mercado, os filmes com status de blockbusters que derivaram de grande sucessos literários, ajudaram a atingir ainda mais novos leitores, e aumentar o interesse pelo gênero, elevando a busca por novos autores e clássicos na livrarias.


    Livros de fantasia que precisam ser lidos

    Os livros listados aqui foram livremente influenciados pelas listas da Time e da IGN, com uma ou outra colaboração pessoal.

    Existem muitos outros livros clássicos e icônicos que não estão nesta lista, muitos deles ainda nem foram lançados no Brasil. Mas alguns aqui mudaram minha vida como leitora, e me moldaram na pessoa que sou hoje em dia (não muito normal, mas né… fazer o quê? ^.^)

    Livros de autores brasileiros que também valem uma olhada!


    Seu livro de fantasia favorito não está aqui? Me conte qual é nos comentários, vou adorar colocar na minha lista de desejados do Skoob! ^.~

    Até a próxima! o/

    fontes: Wikipedia e Book Country;

    top livros de literatura fantástica: IGN e Time