Apolo, o deus mais glorioso e belo que já existiu, causou a ira de Zeus e foi expulso do Olimpo. Ele foi parar na terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em Nova York. Agora, ele é Lester Papadopoulos, um mortal desajeitado e sem poderes divinos. Para reconquistar seu lugar ao lado do todo-poderoso, Apolo terá que libertar cinco oráculos desaparecidos.
Com a ajuda de alguns amigos semideuses, como Percy Jackson, Leo Valdez e a desbocada Meg McCaffrey, Apolo conseguiu sobreviver às duas primeiras provações de sua temporada terrena. Agora, ele vai ter que enfrentar mais um componente do triunvirato do mal formado por antigos imperadores romanos e deve descer até o Labirinto de Dédalo para impedir que o terceiro imperador destrua o próximo oráculo da lista.
Design
Bem, não tem muito para falar sobre o design, porque é uma série, né? Tudo o que foi feito antes continua sendo feito agora. E a Intrínseca mantém uma proposta visual para todos os livros do Rick Riordan.
Então, vocês podem ir na resenha de A Espada do Verão, por exemplo, e ler minha opinião babando ovo para o projeto gráfico como um todo. ^.~
Eu só tenho uma certa pinimba com as capas do John Rocco, que sempre coloca os personagens de costas… Mas não tem como negar que as artes sempre são instigantes.
No caso, essa cena da capa acontece logo nos dois primeiros capítulos. Então não temos spoilers da história aqui.
História
Tá. Vamos começar dizendo que eu sempre tento escrever sobre os livros do Rick Riordan sem dar spoilers. Eu acho mais importante deixar o leitor ter suas próprias experiências ao longo da leitura.
Mas!
O Labirinto de Fogo meio que está me “forçando” a querer comentar além do “saudável” na resenha, então, sim, vai ter spoilers. Por isso sugiro que, se isso é um ponto importante pra você, volte só depois que tiver lido o livro também, ok?
Eu adoro o livros do Riordan, mas a cada livro que passa na história de Apolo, mais eu sinto que é uma desculpa para visitas “ao passado” e uma tentativa de reativar os personagens dos livros anteriores.
Fora o Percy, que é meu querido e sustentou cinco livros com o próprio nome, muitos dos outros personagens criados em “Os Heróis do Olimpo”, não tiveram o tempo de construção e evolução que o cabeça de alga teve.
Aonde eu quero chegar? Em A Profecia das Sombras, Leo Valdez está de volta de seu “desaparecimento” no final da série anterior. Mas sua participação na história de Apolo, pra mim, meio que tanto fez.
Agora, aqui em O Labirinto de Fogo, é a vez de Pipper McLean e Jason Grace darem as caras de novo. Eles também estavam investigando o surgimento do labirinto de fogo e a seca estranha que está ocorrendo em Palm Springs / Los Angeles.
Só que EU não tenho um vínculo de verdade com a Pipper ou com o Jason. O tempo que eles passaram fazendo parte da aventura de “Os Heróis do Olimpo” não foi o suficiente para que eu realmente me importasse com os personagens.
Então, quando Jason morre, meu primeiro pensamento foi “xii, Rick Riordan anda fazendo aulas com George R.R. Martin”. Qual a necessidade de se matar um personagem que, em tese, tinha tanta importância ou força dentro da história? Só gerar angústia pros fãs, tensão pros outros personagens?
Jason nunca me atraiu de verdade. Mesmo sendo filho de Zeus, em muitos momentos ele não passa de uma sombra do carisma, liderança e força que Percy Jackson tem. Isso porque ele é “só” filho de Poseidon.
Às vezes eu me questiono se o Riordan ter feito Percy filho do segundo maior deus não acabou sendo um problema. Invariavelmente, na minha cabeça, o filho de Zeus deveria ser tão ou mais maneiro do que o de Poseidon. E sei lá… pra mim Jason não conseguiu ter essa posição. Ele nunca conseguiu o espaço do meu coração que Percy abocanhou.
Era pro Jason ser um dos principais semi-deuses, mas eu não conseguia me importar muito com ele. Ele tinha que concorrer com outros tantos que também estavam enfrentando dificuldades e desenvolvendo seus poderes para salvar o mundo.
Aí o Jason morreu, e pra mim foi meio que “vida que segue”. E a própria narrativa quase impulsiona a gente a pensar assim.
Talvez seja culpa de Apolo, que não é muito fã de dividir o protagonismo. Mas nem deu direito pra realmente sentir a morte de Jason. Fica tudo muito leve. O sofrimento não parece ser real ou não tão tangível pra gente realmente se preocupar.
Então era isso que eu queria dividir. Jason morreu e eu não senti nada.
Mas falando de Apolo que é o verdadeiro protagonista. Eu meio que tinha dado um ultimato no último livro, dizendo que se não melhorasse alguma coisa na história, essa seria a primeira série do Riordan que eu deixaria de acompanhar.
Bem, melhorou bastante! Quer dizer, Apolo continua sendo um ególatra pé-no-saco de vez em quando, mas ele está passando por um processo de crescimento como personagem que está sendo legal de acompanhar!
Minha maior preocupação é: quando Apolo conseguir salvar os oráculos e recuperar seu poder divino, ele vai voltar a ser um idiota egocêntrico? Porque, sei lá, em tese os deuses são seres “imutáveis”, eles não deveriam/poderiam evoluir e mudar suas personas… Será que eu tenho que começar a me prepara para ver um Apolo “bonzinho”?
“Mas depois de tudo pelo que passei na Terra, eu tinha uma ideia do que Jason queria dizer. A experiência me ensinou muito sobre a fragilidade e a força dos humanos, e, sendo mortal, eu me sentia… diferente em relação a eles.” p.188
Meg continua sendo meio complicada em alguns momentos, mas eu também consegui gostar mais dela aqui. E até Grover, o sátiro que era guardião do Percy, teve uma participação interessante.
“Meg e Grover já tinham perdido o interesse em mim, como se meus sentimentos não fossem a preocupação primordial deles. (Eu sei. Fiquei indignado também.)” p.129
A gente só continua sem saber direito qual é a dos Imperadores e porque eles sequestraram os oráculos. Ou pelo menos eu já esqueci, porque, afinal, um livro por ano, minha gente.
De qualquer forma, o que eu mais tenho gostado na série é a leve aula de história romana, falando sobre os imperadores e suas tramoias políticas. Eu conhecia Calígula só pelo título do filme antigo e de saber que ele foi um desses doidos que matou gente à beça.
E sempre é bom aprender cada vez mais sobre os deuses gregos e romanos. Sempre me surpreendo como em cada livro Riordan consegue inserir uma informação nova sobre algum deus obscuro que a gente nem sabia que existia.
Para variar, toda a história tem um desenvolvimento mais morno e só nos capítulos finais parece que Riordan dá corda na tensão, e aí sim, cria aquele desfecho em que a gente fica na pontinha da cadeira.
Além disso, ele envolve toda a história no tom sarcástico e egocêntrico da voz de Apolo, dando um viés meio que engraçado em qualquer tipo de passagem da história. Será que isso também me atrapalhou de sentir o luto por Jason?
“Reparem: mais um gesto corajoso de autossacrifício. Espero que vocês estejam anotando.” p.315
O Labirinto de Fogo conseguiu me convencer a continuar acompanhando a história de Apolo. Espero que os próximos dois livros mantenham a expectativa (e a execução) lá no topo.
Outras resenhas da série
Até a próxima! o/
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