resenha

Tensão – Gail McHugh

20 maio 2015
Informações

tensão

gail mchugh

arqueiro

série tensão #1

400 páginas | 2015

3.5

Design 3.5

História 3.5

Após a morte da mãe, a vida de Emily Cooper vira de cabeça para baixo. Ela precisa de um novo começo, e Dillon Parker, seu namorado, a convence a se mudar para mais perto dele a fim de passarem mais tempo juntos.

Em Nova York, Emily arranja um emprego temporário como garçonete em um restaurante no centro de Manhattan. Ao sair para fazer uma entrega logo no primeiro dia de trabalho, ela esbarra em Gavin Blake, um empresário sexy e bem-sucedido. Assim que seus olhares se encontram, há uma tensão no ar, mas nenhum dos dois consegue entender ou explicar essa forte conexão. Atormentada, Emily tenta não pensar muito naquele desconhecido que mexeu tanto com ela.

Porém, ela descobre que Dillon e Gavin são amigos e que terá de conviver com ele muito mais do que poderia ter imaginado. Perdida em sentimentos confusos, Emily sente o desejo por Gavin crescer e se tornar mais ardente a cada vez que se encontram. Será que os dois vão resistir à tensão ou se entregar a essa paixão, apesar de todas as consequências?

Design

A capa de Tensão segue uma linha modernosa iniciada pelos livros da Abbi Glines e que tem sido seguida pelos new adults lançados pela Arqueiro. Capa fotográfica e fontes em caixa alta são a marca principal, e eu gostei bastante de ter sido uma decisão aparentemente tomada para todos os livros do gênero.

Aqui, além da fonte sans-serif para o título e nome da autora, ela ainda teve um trabalho de “noise“, para criar um efeito “grunge” de desbotado dando a sensação de “tensão” (olha eu apelando aqui para sua sinestesia! :P). Apesar de ter gostado da foto do modelo, fiquei com a impressão que o foco é muito grande no relógio, uma vez que todo o bloco de título+autora ocupa o torso do carinha. Minha “leitura” da capa acabou sendo: colarinho > tensão > gail mchugh > relógio. =/

A escolha de ser quase monocromática, com o foco no bordô do título, também foi muito legal, pena que como grande parte da capa fica branca, a tendência é que o papel acabe sujando um pouco com o manuseio. Momento chatisse minha, mas não tem marcação na lombada de que este é o primeiro volume. Ok, que na quarta-capa aparece a arte do próximo, mas vocês já me conhecem, gosto de poder organizar as coisas direitinho na estante.

O miolo é o de sempre da editora. Correto e simples, sem nenhuma alteração em relação a todos os outros livros que já li.


História

Sabem, eu fiz uma coisa muito errada com Tensão; deixei passar muito tempo para escrever a resenha. Não que eu tenha esquecido tudo o que o livro me passou, mas a força dos sentimentos que ele despertou ao longo da leitura… talvez essa tenha se dissipado ao longo dos dias.

Quando terminei de ler, tinha todo um esquema de como queria estruturar a resenha, sobre os assuntos que queria abordar por causa dos relacionamentos e personalidade da Emily, da postura do Dillon ao longo da história… só que, né… alguém esqueceu de pelo menos anotar tudo isso, e minha cabeça já não anda lá essas coisas.

Mas eu tive uma relação de amor/ódio com o livro. Eu gostei da história, mas ao mesmo tempo fiquei bastante incomodada com algumas situações ao longo do livro. Consigo até entender porque houve tanto hate em relação a Emily de muitas leitoras pela blogosfera, mas eu prefiro imaginar que a autora criou a personagem do jeito que ela é para servir de exemplo do que acontece em muitos relacionamentos por aí.

Tensão gira em torno de três personagens principais, que formam o triângulo amoroso da história: Emily, Dillon e Gavin, e independente de com qual dos homens Emiliy está se relacionando, sempre tem um fundinho meio doentio.

Emily perdeu a mãe para o câncer e decide seguir a sugestão de seu namorado Dillon e ir morar em Nova York. Enquanto espera a oportunidade de trabalhar como professora, Emily arranja um emprego como garçonete e acaba encontrando um cara absurdamente lindo (ela tem namorado, mas não é cega, Pessoas!). Como nada acontece sem uma ajudinha do destino, o cara lindo acaba sendo um dos melhores amigos de Dillon.

Gavin se encanta absurdamente por Emily, mas a “camaradagem” masculina o impede tanto de tentar alguma coisa com a namorada de seu amigo (muito bem, menino legal!), quanto mostrar para ela o quão canalha o cara é. A questão é que Emily só vê o namorado amoroso, não conhece realmente a pessoa de Dillon. De certa forma, a autora meio que usa o personagem para transformá-lo em um vilão e justificar uma ruptura no relacionamento dos dois. Mas ele acaba sendo um bbk de todo o jeito.

Então Emily e Gavin passam a “dançar” esse tango  de conquista mas sem permitir que algo realmente aconteça, enquanto Dillon se transforma aos poucos na pior versão de namorado possível. Possessivo, agressivo, bêbado, chegando ao extremo de bater em Emily. Maria da Penha no cara!

Acho que o que incomodou muito as pessoas, e a mim também, é o nível de passividade de Emily ao longo da história. Ela aceita a forma como Dillon a trata, achando que é normal ele mandar ela trocar de roupa porque o corpo de Emily é só dele. Ela perdoa todas as agressões verbais e passa grande parte da história se convencendo que ama o cara porque ele ajudou a cuidar de sua mãe nos momentos finais do câncer.

Quando o cara “certo” aparece, Emily insiste em investir em um relacionamento dado ao fracasso com Dillon. Gavin sofre vendo o que Emily tem que passar nas mãos de Dillon e mesmo assim se mantém platônico e omisso por muito tempo.

No fim das contas, Emily ainda é extremamente influenciável e não tem presença alguma para confirmar o que outras pessoas estão dizendo. Prefere acreditar nas aparências do que realmente partir para um diálogo ou confrontação. <suspiro u.u>

Sigh - Steve Carrell

O livro termina realmente muito tenso, com uma sugestão quase direta de que algo aconteceu contra a vontade de um personagem. Mas ao mesmo tempo eu fiquei com um certo ódio do final, do tipo “oh really?! big facepalm”.

Rolling eyes - Loki

Gostei do estilo de escrita da autora, ela alterna os pontos de vista de Emily e de Gavin, e eu particularmente preferia seguir a história pela visão dele. As cenas de sexo vão ficando mais descritivas ao longo da história, de forma a mostrar uma mudança no relacionamento de Emily, mas não são tão explícitas.

Esperando o próximo livro para entender como a autora vai resolver o cliffhanger que deixou no último capítulo. E desejando que Emily amadureça como personagem… por favor, né?!


Até a próxima! o/

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