resenha

O Ladrão de Raios – Rick Riordan

24 fev 2010
Informações

o ladrão de raios

rick riordan

intrínseca

série percy jackson e os olimpianos #1

385 páginas | 2007

4.5

Design 4

História 5

10

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Primeiro post do triple-combo-post sobre Percy Jackson e os Olimpianos.

Talvez valha uma explicação sobre meu amor por mitologia, principalmente a grega. Quando eu era pequena, em uma das primeiras bienais do livro que meus pai me levaram, bati os olhos em uma coleção chamada Mitos e Lendas. Eu queria a coleção toda, mas meu pai pediu pra que eu escolhesse somente um. E eu comprei A Grécia. Minha paixão por mitologia nasceu naquele momento.

Por isso, quase tudo que tem mitologia grega no nome, ilustração, eu passo os olhos, se posso até compro. Inclusive meu projeto de graduação da faculdade teve como tema os deuses gregos.

Compreendem então que Percy Jackson era uma escolha óbvia para a minha biblioteca. Eu continuo com a sensação que é “a história que eu gostaria de ter escrito”.

Pra variar, o que me chamou a atenção primeiro foi a capa. E era da editora Intrínseca, que tinha lançado Crepúsculo.

O livro é ótimo, viciante. Rick Riordan tem uma maneira muito agradável de construir sua história. Escrito em primeira pessoa, você fica sabendo o que Percy Jackson, o personagem principal, pensa a cada página do livro. Cada capítulo deixa um gostinho para o próximo. E os títulos dos capítulos são deliciosamente engraçadinhos.

As “cenas” de ação são bem descritas e é muito fácil de construir um “filminho” mental das lutas.

Fora uma escorregada ou outra de revisão, a qualidade do livro da Intrínseca é muito boa, com um projeto gráfico bonito.

SPOILERS – estragando a surpresa!

Leia a parte abaixo por sua conta e risco. “Sublinhe” com mouse para mostrar o texto.

Bem, com o lançamento do filme agora quase todo mundo já sabe o que acontece no livro, respeitando as mudanças Homéricas feitas na película.

Uma das coisas é que a mãe de Percy sempre fez com que ele fosse cercado por coisas azuis (cor do mar, tádá). Inclusive, a comida do Percy era azul.

Percy costuma ter sonhos premonitórios durante o livro que, de uma forma ou de outra, ajudam o leitor a ter uma ideia do que está para acontecer. Antes de ir para o acampamento meio-sangue, Percy sonha com um cavalo branco (símbolo de Poseidon) e uma águia (símbolo de Zeus) lutando. Já era um aviso para a disputa que estava acontecendo entre os deuses, com Zeus suspeitando que o filho de Poseidon havia roubado seu raio.

Percy só descobre que Poseidon é seu pai lá pro meio do livro, durante uma disputa de captura da bandeira. Antes disso ele mora no chalé de Hermes, que recebe todos os semi-deuses não reconhecidos por seus pais.

Achei legal a idéia de que um outro deus, Ares, ter tramado o roubo do raio. Na verdade, não foi só o raio de Zeus que foi roubado, mas também o elmo de Hades. Com isso, os 3 grandes deuses entrariam em guerra, e Ares ficaria satisfeito. No fim das contas, todos estavam sendo usados por Cronos, pai dos deuses olímpicos, que está preso no Tártaro, e decidiu que quer voltar.

No fim do livro, Percy consegue devolver o raio a Zeus, mas faz inimigos em Ares e no filho de Hermes, Luke, meio-sangue do acampamento e um dos melhores espadachins. Luke foge do acampamento e se junta ao exército de Cronos, que quer destruir os deuses olímpicos.
Não gosto das comparações feitas entre a história do Percy e as do Harry Potter. Podem existir certas similaridades, mas fora serem duas crianças especiais, que vão para escolas especiais e tem que lutar contra o inimigo de sua sociedade, as semelhanças param por aqui. E eu tendo a gostar mais das histórias do Percy do que do Harry, por razões óbvias. XD

Extremamente recomendado para os amantes de mitologia grega e para aqueles que adoram um livro de ficção adolescente.

No próximo post, Mar de Monstros. Esse eu vou ter que lembrar de muita coisa. Não tem cola no skoob…

Livros que estou lendo agora: A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr e A Profanação – Tim HaLaye (ABdA é muito pesado pra colocar na mochila..)

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1 comentário

  • Responder Gabriel 26 fev 2010 at 00:03

    Heróis adolescentes + mitologia grega = melhor livro ever né?… ¬¬ Parece interessante tb. Não sei se eu aguentaria os plots “bobinhos” de literatura adolescente ou as resolusões previsíveis. Que bom q encontrou uma coleção nova, agora que harry acabou.
    PS: E não adianta… é harry com mitologia… XD
    <3 :3

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