Tag: john green

  • Novas aquisições do blog #175

    Novas aquisições do blog #175

    Uma das coisas que sempre foi uma constante aqui no blog é que, quase nunca, eu conseguia manter o post de novas aquisições atualizados na velocidade que os livros costumavam chegar. Principalmente na época em que tinha parcerias com editoras.

    Então, compras e livros recebidos acabavam se acumulando e eu atrasava pra tirar fotos, pra colocar a marca d’água, pra planejar o post… Você já entendeu. 🤷‍♀️

    2021 foi o último ano que o blog teve uma parceria oficial com a Intrínseca. Cumpri com a maioria das minhas responsabilidades com a editora na publicação de resenhas, mas alguns livros recebidos entraram no buraco sem fundo das aquisições atrasadas.

    Sendo muito transparente também aqui: com o fim da parceria, muito da minha energia pra manter o blog se dissipou. Acabei focando muito mais no trabalho e em simplesmente ler por diversão. Isso se refletiu no blog que passou 2022 e 2023 praticamente sem nenhuma postagem. Foi bem forte minha desconexão e minha tristeza com esse belissímo espaço.

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  • Top 5 2021

    Top 5 2021

    Top5 2021

    Chegou aquele momento do ano de começar a pensar quais foram as melhores leituras, aquelas que marcaram. E também as que não foram tão boas assim.

    Não tive um livro favorito de 2021 mas alguns foram muito bons de ler durante o ano.

    Como em 2020, eu dividi esse post em três partes: com os 5 melhores do ano, menções honrosas e as decepções. Continuando no processo de fazer um apanhado mais geral e não necessariamente dividindo em posts individuais.

    2021 ainda foi um ano muito atípico pra praticamente todo mundo (eu acho, generalizando como se eu pudesse fazer algo do gênero). Ainda tinha pandemia, home office, tensão/ansiedade/angústia. Mas, apesar do sofrimento, eu consegui bater minha meta de 52 livros antes de terminar o ano, fechando com 54.

    Vem comigo que eu quero dividir com você o que foi ótimo, o que foi bom, e o que eu podia ter deixado passar. 😁 Lembrando que a ordem que os livros são mostrados aqui não tem a ver com preferência, ok?

    Vamos lá?

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  • Devorei em: outubro/2021

    Devorei em: outubro/2021

    Outubro foi um mês que me surpreendi com a pilha de devorados. Tudo bem que eu tive duas semanas de férias que pude me dedicar com mais afinco. E também tem uma graphic novel e um livro “de mentira” que li no clube do livro do trabalho.

    Mas posso ficar satisfeita com o resultado? Essa quantidade me deixou ainda mais perto de completar minha meta de leituras do ano 1 mês antes do esperado! Fazia tempo que eu não conseguia bater minhas metas.

    devorados outubro 2021
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  • Antropoceno: notas sobre a vida na terra – John Green

    Antropoceno: notas sobre a vida na terra – John Green

    Que John Green é um dos autores contemporâneos mais queridos não é novidade. Sua sensibilidade e seu talento para traçar histórias inesquecíveis tornaram seus romances sucessos mundiais, e agora o celebrado escritor nos oferece uma necessária dose de esperança em sua estreia na não ficção. Refletindo sobre temas que vão de Super Mario Kart e o pôr do sol a pinturas rupestres e o hábito de procurar estranhos no Google, os ensaios perspicazes e bem-humorados reunidos nesta coletânea são uma celebração genuína da capacidade humana de se apaixonar pelo mundo.

    O termo “Antropoceno” foi proposto para designar a era geológica atual, em que os seres humanos remodelaram o planeta e sua biodiversidade de maneira profunda, para o bem e para o mal. A humanidade é cheia de facetas contraditórias e invenções intrigantes, e John Green se propõe a avaliá-las de forma nada imparcial. Afinal, no Antropoceno, não há observadores desinteressados, apenas participantes. Como o próprio autor reconhece, esses ensaios também são, de certa forma, uma autobiografia.

    Escrito em parte durante o turbulento período de pandemia global e baseado em seu podcast de sucesso, Antropoceno: notas sobre a vida na Terra nos guia pelas sutilezas dessa nova realidade e nos dá a segurança de que podemos até desconhecer o caminho que estamos seguindo, mas com certeza estamos em boa companhia.

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  • Devorei em: novembro!

    Devorei em: novembro!

    Muito bem! Conseguindo cumprir o que eu tinha me comprometido a fazer que era terminar o ano com todos os posts de Devorados em dia. \o/ Menos uma coisa para falhar miseravelmente.

    Novembro foi um mês bem menos prolífico quando comparado com outubro, e na foto está faltando o livro do Magnus Chase, porque eu emprestei pro meu irmão antes de bater a foto. #Samarainteligente Outra coisa que ando fazendo com frequência é guardar os livros quando termino de ler, e depois tenho que ficar lembrando em qual caixa eu guardei para poder fazer a foto do post… Ainda bem que eu tenho tudo anotado em tabelas de controle (porque eu sou control freak) e isso facilita na hora de encontrar os livros.

    Vem descobrir o que eu achei dos livros que devorei em novembro! o/

    devorados novembro 2017

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  • Novas aquisições do blog #128

    Novas aquisições do blog #128

    Meu irmão, de uma hora para outra, decidiu ler a série Eu sou o número Quatro, e percebeu que a gente tinha alguns volumes em comum, alguns faltantes, e eu tinha o último. Dessa forma, como ele queria completar a série para ler de uma vez, lá fui eu pesquisar preços para comprar os números faltantes. Mas, espírito de porco que sou, aproveitei a oportunidade para comprar coisas pra mim também. XD

    Posso não ter terminado de ver True Blood na HBO, mas eu sempre tive a intensão de fechar a série da Charlaine Harris nos livros. O último volume dos livros da Sookie Stackhouse estava com um preço atraente e eu trouxe ele aqui para casa. Ainda na onda de completar trilogias abertas, só faltava Ruína e Ascensão para ter a série Grisha da Leigh Bardugo completa e finalmente ler. Já vi opiniões que a segunda trilogia do mesmo universo é melhor, mas a gente tem que começar em algum lugar, não é mesmo?

    dead ever after - charlaine harris

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  • John Green e seus livros

    John Green e seus livros

    Você conhece John Green?

    John Green

    Ele é um carinha muito simpático e maneiro que consegue se comunicar extremamente bem com a galerinha adolescente. Obviamente não só com eles (porque né, eu li três livros do autor), mas como o foco dos seus livros são o pessoalzinho com 13 – 18 anos, faz sentido ele conseguir ser tão próximo do seu público leitor.

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  • Os personagens de Tartarugas até lá embaixo

    Os personagens de Tartarugas até lá embaixo

    Dando prosseguimento à Semana Especial Tartarugas até lá embaixo, hoje é dia de falar um pouco sobre os personagens do livro. Na resenha que postei ontem eu acabei falando bastante de Aza, que é a personagem principal e narradora da história, mas outros personagens também ajudam a construir a narrativa.

    tartarugas até lá embaixo - john greenUma coisa que não comentei na resenha e que, pensando agora, foi interessante ao longo da leitura, é que eu não lembro de nenhuma descrição da aparência dos personagens. As únicas coisas que eu guardei são: Aza é magra e tem olhos castanhos; Davis é magro e também tem olhos castanhos; em algum momento da história Daisy corta o cabelo.

    Acho uma decisão legal do John Green não criar traços marcantes para seus personagens porque de certa forma ele consegue “generalizá-los”. Qualquer um pode se identificar e “ser” Aza, ou Davis, ou Daisy. Eu lembro que a Stephanie Meyer também fez isso com a Bella em Crepúsculo, ou seja, a leitora podia se imaginar sendo a personagem principal do livro.

    Outra coisa que é um super mérito do John Green é que ele sabe escrever e descrever adolescentes de uma forma bem convincente. Tudo bem que em alguns momentos eles tendem a escorregar para um viés pseudo-intelectualóide, mas fora isso, você acredita que eles são adolescentes mesmo.

    Mas vamos conversar mais um pouquinho sobre cada personagem? Vou tentar o máximo possível não dar spoilers, tá? ^.~ (Eu podia fazer um casting dos personagens? Até podia, mas estou tão por fora dos atores jovenzinhos e famosinhos da vez que ia me dar mais trabalho do que satisfação escrever esse post…)

    Aza

    Nossa heroína! Que em muitos momentos está mais para uma anti-heroína ou quase vilã contra sim mesma. Aza tem esse nome diferente porque seu pai queria que ela fosse única, e que seu nome pudesse abraçar todo o alfabeto. De A a Z e de volta ao A.

    Mora com a mãe, que é professora na escola onde estuda. Seu pai faleceu de um ataque cardíaco súbito, e Aza mantém seu contato com o pai vivo através de fotos que estão em um antigo celular que era dele. Quando ela tem algumas crises de ansiedade, navegar pelas fotos ajuda a tentar se acalmar.

    Ela é uma jovem estudiosa e tira boas notas na escola. É a melhor amiga de Daisy, e por conta de coisas do destino, volta a ter contato com Davis, um amigo muito rico que mora do outro lado do rio.

    Aza faz tratamento para sua ansiedade aparentemente há algum tempo com a Dra. Singh, mas ela tem dificuldades em aceitar que precisa tomar a medicação prescrita pela médica. Ela é a responsável por contar suas desventuras ao longo das páginas de Tartarugas até lá embaixo, e nos arrastar pela espiral de ansiedade que divide conosco.

    Aza tem um hábito de “controle” um tanto quanto angustiante de sempre manter um machucado aberto na ponta de um dos dedos. Sempre que ela tem algum tipo de pensamento intrusivo, ela costuma conferir se o machucado está infeccionado e depois cobre-o com um novo band-aid.

    Davis

    Davis é filho de um milionário excêntrico que fugiu da polícia e deixou os dois filhos sozinhos. Um homem que deixa toda sua fortuna para uma tuatara (um animal pré-histórico e raro que aparece na história) tem que ser considerado, no mínimo, excêntrico. Davis conheceu Aza em um acampamento para crianças “órfãs”, uma forma de ajudar a se recuperar do trauma de perder os pais. Aza tinha perdido o pai e Davis a mãe, e juntos passavam as noites deitados olhando para as estrelas.

    Depois que seu pai desapareceu e uma recompensa de 100 mil dólares foi oferecida para quem soubesse informações sobre sua localização, vários “amigos” reapareceram na vida de Davis. Nenhum realmente interessado em sua amizade, mas muito mais em tentar conseguir o dinheiro prometido.

    Quando Aza volta para a vida de Davis, seu maior medo é que ela seja mais um desses sanguessugas. No fim das contas, Davis é um jovem que foi duplamente abandonado pelos pais, com a responsabilidade de cuidar do irmão mais novo, que não está lidando muito bem com toda a situação.

    O que Davis quer mesmo é ser deixado em paz por todo circo da mídia. Ele quer escrever e quer amar alguém, que possa corresponder aos seus sentimentos.

    Daisy

    Daisy foi a personagem com quem tive a maior dificuldade de criar um vínculo. Ela me parecia muito expansiva, barulhenta, daquelas pessoas que gostam de ouvir a própria voz. Eu não conseguia entender como uma pessoa com a personalidade dela se aproximou e se considerava melhor amiga de Aza. Tem a questão também de ela ser “interesseira”, porque envolveu Aza no lance todo do desaparecimento do pai de Davis, só para tentar conseguir colocar a mão na recompensa.

    Ela é fã de Star Wars e é conhecida no meio das fanfics por conta das histórias de romance que escreve entre Rei e Chewbacca. É. Não pergunte. Essa questão da fanfic dela foi uma das coisas que me deu mais angústia mais pra frente na história, e que gerou certo abalo na amizade das duas meninas.

    Acho que uma coisa que me marcou bastante foi quando Daisy comentou que se ela tivesse ganhado a recompensa sozinha, provavelmente não dividiria com ninguém…

    Mais para frente dá para entender que Daisy não é uma pessoa financeiramente privilegiada, mas mesmo assim, meu desgosto com a personagem já estava tão enraizado que eu não consegui construir empatia com ela…

    A mãe e o pai da Aza

    A mãe de Aza é bastante protetora, e em algum momento parece quase “opressiva” em sua necessidade de saber se a jovem está bem. Como ela é professora na escola onde Aza estuda, sempre pode dar uma conferida na filha, para avaliar a quanto anda seus nível de ansiedade. Aparentemente as duas tem um bom relacionamento.

    Aza perdeu o pai quando era mais jovem e para mantê-lo sempre próximo e não se esquecer, ela criou um vínculo com o antigo carro do pai e com o celular que ele costumava usar. Quando Aza está estressada, ela costuma passar pelas fotos que o pai tirou no aparelho, uma forma de se reconectar com o pai e se acalmar.

    Dra. Singh

    É a psiquiatra que cuida da Aza já há algum tempo. A gente acompanha algumas sessões de terapia entre as duas, e a Dra. Singh sempre tem alguma coisa sensata para tentar falar para Aza. Na minha resenha, uma das citações que fala sobre loucura é da médica.

    Ela parece genuinamente preocupada com o bem estar de Aza, mas tem que “lutar” contra a tendência da jovem de ser esquiva ao tratamento com a medicação.

    Noah

    Noah é o irmão mais novo de Davis e, dos dois, é o que parece ter sentido mais o desaparecimento do pai. Davis não sabe muito bem como lidar com a esperança que Noah tem de o pai voltar, de ele não ter abandonado os filhos.

    Ao longo da história, Noah acaba sofrendo com mudanças de comportamento por conta de todo o sofrimento e depressão que está sentindo.


    Uma boa história deve muito aos personagens que a contam. Aza fez um bom trabalho contando sobre suas tartarugas.

    Até a próxima!