Ainda estou por aqui. De um jeito ou de outro, com ou sem nenhuma constância, com ou sem nenhuma companhia além do eco da minha “voz” no éter da internet.
Ainda estou por aqui vendo as tendências, a escalada de preços, as tretas da booksfera e das editoras. Tentando sem sucesso não me render ao meu segundo hobby de comprar livros como se não houvesse amanhã. Tentando ter estímulo e vontade de sentar a bunda na cadeira depois de 8h de trabalho, cinco dias por semana e ainda querer escrever.
Janeiro foi uma ano inteiro, então ainda dá tempo de falar dos lançamentos que me chamaram a atenção. Verdade que, mais que nunca, eles vão para wishlist porque 2025 é meu desafio pessoal de não comprar livros…
Na Intrínseca temos livro novo da C.J. Tudor com Tormenta. Eu li todos os livros que a editora lançou da autora, e fiquei curiosa se esse também vai sair em capa dura para manter minha coleção íntegra. Também vem o novo livro da Emily St. John Mandel, Mar da tranquilidade. Eu li Estação Onze quando não tinha nenhuma maturidade ainda pra talvez aproveitar a história. Mas eu tenho a lembrança de que a prosa da autora era muito bonita; daí eu querer olhar seu novo lançamento.
Às vezes eu me pergunto porque gosto tanto de ler. O que me faz voltar vezes sem fim para um novo livro, um novo universo, uma nova história.
Divinos Rivais me fez perceber que uma das principais razões são palavras. O encadeamento das palavras. A música de sereia que cada uma delas gera em nossas mentes, transportando de uma forma quase onírica nossas consciências para outra realidade.
Uma história boa faz muito por um leitor. Uma história boa com uma prosa cuidadosa parece que transforma totalmente a experiência. Acho que agora, depois de ter terminado de ler Divinos Rivais, eu consegui entender o hype.
Mais um ano respondendo a TAG que o Victor do GeekFreak fez há algum tempo e tenho gostado de repetir. Essa é interessante porque me ajuda a ter uma noção do que mais eu posso colocar nas metas gerais de leitura pro ano lá no Skoob.
Dessa vez ainda não fiz meu desafio de #12em2025, mas já me comprometi a não comprar livros novos este ano… então tudo que tiver a ver com interesses de aquisições futuras, vai ficar pro futuro MESMO. Mas vem comigo ver o que eu tenho pra responder por aqui.
É meio que isso. Eu tenho dois hobbies: comprar e ler livros, e sim, eles são coisas separadas. Porque a velocidade em que eu leio não é nem um pouco equivalente à velocidade que eu compro livros.
Ficar namorando um lançamento ou visitando a Amazon pra ver se teve alguma promoção. A energia e felicidade que dá quando você compra um livro é bastante igual ao que a gente sente quando termina a leitura de um livro bom. E elas vêm com muito menos esforço.
Só que a rapidez que eu tenho acumulado livros não lidos não está sendo nem um pouco agradável. Sim, todas as compras tem me gerado aquela felicidade momentânea de riscar um livro da lista. Mas tenho me sentido culpada porque não estou conseguindo dedicar tempo para as leituras.
Às vezes é porque eu quero priorizar outras coisas que eu também gosto de fazer. Às vezes é porque eu tenho simplesmente apagado 😴 enquanto leio. Não sei se tem a ver com cansaço mental, com idade, com a vida como um todo…
O lance é: tem muito livro aqui em casa que merece sua chance de ser lido. Então estou pensando em tomar essa atitude drástica de não comprar livros novos em 2025.
“Mas Samara! E se sair o livro pipipi de fulaninho?!” Vai entrar na wishlist pra 2026. Vai entrar na lista de “pra ler” do Biblion, se tiver disponível.
“Mas Samara! Esse ano tem Bienal no Rio!!” Eu sei, e provavelmente eu não vou. “Simples” assim.
Não pode ter compras! 🤷♀️
O que eu queria definir de regras aqui:
Eu não posso comprar livros novos gastando dinheiro. Se tiver de graça na Amazon, se eu ganhar de presente, se tiver no Biblion ou no Skeelo, tá tudo bem.
Os livros que o Skeelo ofere mensalmente não contam como compras.
Livros do Prime Books também não contam, mas como eu praticamente não acesso os livros da plataforma, meio que vai ser indiferente.
Não posso assinar o Kindle Unlimited (na verdade, sempre me questionei se faria sentido pra mim).
Pegar livros emprestados com amigos também não conta, mas quero tentar evitar isso porque a ideia é ler os livros que eu já tenho.
Quais são minhas únicas exceções?
Se algum livro de Brandon Sanderson da Cosmere tiver em promoção, eu vou me permitir comprar.
Se a Intrínseca lançar Heavenly Tyrant de Xiran Jay Zhao, eu vou comprar.
Se a Intrínseca lançar o próximo livro da série Roda do Tempo, eu vou comprar.
Mas só vale nessas situações. SÓ NESSAS, EU JURO!
Continuo acumulando muitos livros há muitos anos, e o que eu percebi é que se o tempo passa pra mim, também passa pra vontade de ler certos temas, autores, séries… algumas coisas ficam “datadas” e não funcionam mais pra mim.
Quero evitar que isso aconteça com os livros que eu já tenho e que decidi manter depois de algumas rodadas de doações. Se em um ano eu posso ler em torno de 52 livros, que sejam dos que já estão aguardando ansiosamente para serem manuseados e consumidos.
Você já tomou alguma decisão drástica do tipo na sua vida literária? Me conta! Vou adorar saber.
Até a próxima!
O blog participa do Programa de Associados da Amazon, um serviço de intermediação entre a Amazon e os clientes, que remunera a inclusão de links para o site da Amazon e os sites afiliados.
Às vezes eu tenho a impressão que posso passar uma imagem de ser pernóstica, estudiosa e inteligente. Mas a verdade que isso é tudo fachada. Na verdade eu gosto muito mesmo é de uma farofa.
Não sei porque teve tanto hate pra cima de Quarta Asa e confesso que só vou procurar informações depois que escrever minhas impressões. Queria ter a oportunidade de vir com os olhos brilhantes e a felicidade empolgante de ter terminado um livro que me deixou extremamente satisfeita.
Porque, sim, eu gostei muito de Quarta Asa. Deve ter um monte de problemas, mas não me importo! Das 544 páginas que eu li foram todas de fantasia de um tipo que me agradou como não imaginei que seria possível.
Desde que a Leader meio que faliu, não temos mais aquele maravilhoso jingle na TV nos lembrando que “já é natal na leader magazine”… Mas tem a Elliot Brooks e a Merphy me lembrando que já é um bom momento do ano pra responder uma TAG.
Porque estamos em novembro, Pessoa, e nada melhor que prestigiar o décimo primeiro mês do ano com a TAG de fim de ano! E é uma ótima desculpa para atualizar o blog, já que estou devendo resenhas e posts por aqui.
Junho já passou tem um tempo, mas vale comentar o que eu andei lendo. Tenho percebido que minha velocidade de leitura anda um pouco mais lenta, e ainda não consegui decidir se é culpa de um cansaço generalizado e falta de atenção, ou simplesmente estou escolhendo mal minhas leituras.
Mas vamos lá: quatro livros pra estante de lidos, sendo que um foi um empréstimo muito bem vindo.