Enfeitiçados pelo Desejo – Sylvia Day

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Quando magia e desejo se unem, tudo pode acontecer.

Max, um poderoso feiticeiro. Victoria, uma bruxa selvagem capaz de se transformar. Ele deve caçá-la e submetê-la a seus desejos antes de entregá-la ao Conselho Superior dos Feiticeiros, mas algo impensável o obriga a mudar de planos. Uma ligação inesperada faz com que desenvolvam um poderoso vínculo, ainda que Max ignore a força dos poderes de Victoria.

Juntos devem enfrentar o perigoso Triunvirato, três irmãos responsáveis pelo desaparecimento de um antigo amor de Victoria. Em Enfeitiçados pelo desejo, a luta contra a magia negra se mistura à crise que as responsabilidades de Max como Caçador e a submissão involuntária de Victoria geram para o relacionamento. Serão as forças do mal mais poderosas do que um grande amor?

Sylvia Day, autora best-seller do The New York Times, está de volta com um romance original que mistura fantasia e paixão para contar a história de dois poderosos feiticeiros que lutam por sua sobrevivência unidos por um intenso e profundo sentimento.

Design

Acho que eu tenho alguma dificuldade para entender essas “capas conceituais” que as editoras fazem para os livros hots. Sylvia Day é a campeã desse tipo, sempre com objetos que podem ou não ter a ver com a história. No caso de Enfeitiçados pelo Desejo, eu acho que o objeto na capa remete à coleira que Victoria deve ser submetida, mas não faço ideia do porque do tecido preto e da fumacinha. ¯\_(ツ)_/¯

De qualquer forma, o resultado da imagem ficou elegante e bonito, só não gostei da combinação de fontes escolhida para a capa. O nome da autora está em uma família sans-serif, que dá um ar mais moderno. Mas o título e todos os outros elementos textuais estão em uma família serifada e ainda mais, em um estilo quase de slab serif, que são serifas mais duras e retas. Ultimamente esse tipo de fonte tem sido bastante usado em vários elementos, tanto em web quanto em impresso, mas a família escolhida aqui na capa deu um ar de antigo e fora de moda que não combinou com a imagem e com o nome da autora.

Quanto ao miolo, fora a abertura das diferentes partes, que achei que tem essa mesma pegada old-style não tão legal, gostei do trabalho que foi feito nas páginas. As aberturas de capítulos são elegantes, misturando a fonte sem serifa para o número por extenso do capítulo e para a primeira frase do parágrafo, e uma família serifada com boa legibilidade. O problema aqui é o tamanho da fonte na página e a entrelinha relativamente apertada. Cria uma mancha muito pesada para leitura e isso costuma me incomodar.


História

Desculpinha. Essa é a única forma que eu tenho para categorizar Enfeitiçados pelo Desejo. A história é uma desculpinha para embalar várias cenas de sexo, não necessariamente bem descritas e normalmente confusas, enquanto o enredo se desenrola perdido pelas páginas.

O que é uma pena ENORME! A proposta da história, da existência de magos, feiticeiros, familiares, um conselho supremo de magia, magos que se deixaram ser envolvidos pela magia negra e precisam ser caçados… tudo isso é muito interessante. Mas ficam tão perdidos ao longo do livro que a história podia ser sobre a manufatura de hambúrgueres artesanais que tanto faria, contanto que as cenas de sexo fossem mantidas.

Victoria é uma familiar, um catalizador de magia, que pode assumir a forma de um felino. Seu principal papel é ser “parceira” de um mago, para auxiliá-lo a guardar e conduzir a magia. Não é dito se todos os familiares são gatos, já que isso não importa, mas como seu último mestre morreu há 200 anos o conselho envia Caçadores para recapturá-la, e todos falham. Até a chegada de Max Westin.

O mais famoso e com maior taxa de sucesso em suas missões, Max Westin é o melhor caçador do Conselho. Sua tarefa é domar Victoria e devolvê-la para ser pareada com outro feiticeiro.

A forma como ele precisa “quebrar” Victoria é fazendo com que ela precise do feiticeiro e dessa forma a coleira de familiar aparecerá em seu pescoço. Então Max vai enredá-la em um jogo de sedução e sexo, ao mesmo tempo que começa a se envolver com sua presa.

O livro é muito rápido. 160 páginas passam voando e eu tive a nítida impressão que o livro é uma reunião de três contos com os mesmos personagens. Principalmente porque no começo de cada nova “parte” da história, a autora contextualiza novamente toda a trama da história de Max e Victoria. Não consegui me importar com os personagens, só ficava esperando pela próxima cena sensual entre os dois. Apesar de tentar criar uma atmosfera de tensão política, ou inimigos para Victoria e Max, nenhum dos “contos” é realmente envolvente o suficiente para você se importar.

Achei uma pena. A história tinha tudo para render um ótimo livro de sobrenatural contemporâneo, mas as cenas de sexo sozinhas não conseguem segurar o livro. Definitivamente, um desperdício de uma boa ideia.


Até a próxima! o/

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