Silo – Hugh Howey

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O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.

Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.

Um crime cuja punição é simples e mortal.

Elas são levadas para o lado de fora.

Juliette é uma dessas pessoas.

E talvez seja a última.

Design

A capa de Silo consegue ser uma das mais instigantes entre as de todos os livros que já li este ano (como se fosse muita coisa XD). Remete a lava, partículas de poeira, calor, ácido e até doença. De certa forma tudo isso está relacionado com a história de Hugh Howey e a editora conseguiu com uma imagem bastante abstrata instigar tantas sensações. Além disso tem um acabamento soft touch “emborrachado” que é como se criasse a proteção dos trajes dos que são enviados para limpeza (viajando grandão agora); ele te protege do ambiente hostil que a ilustração promete.

As letras brancas do quote e do nome do autor se perdem um pouco em tantas partículas, mas ao mesmo tempo elas não competem com a força que a palavra Silo ganha no centro da capa. A lombada sozinha é quase tão bonita quanto todo o efeito da capa, por ter bem menos vermelho, só senti falta da marcação de volume já que estamos falando de uma série. Capa e quarta-capa possuem ainda uma aplicação de verniz localizado, para criar áreas diferenciadas em todo o efeito emborrachado. Apesar da nota quase máxima, eu acho que o livro ficaria perfeito se tivesse uma chapada de preto na parte interna da capa. #fikdik Intrínseca! ^.~

O miolo segue o padrão de qualidade que a editora sempre tem com seus livros. Um miolo com fonte de família e  tamanho muito agradável e um bom balanceamento de entrelinha, sem deixar muitos espaços brancos. Toda a informação de autor, página e nome da parte da história é resolvida no cabeçalho, com uma fonte sans-serif muito bonita, mas que não é a mesma da capa. Além disso, como toda a informação estava no topo da página, a mancha de texto podia ter descido ligeiramente para harmonizar as margens.


História

Desde o primeiro capítulo da primeira parte do livro minha única reação que me acompanhou até o final foi: CARACA. Gostaria de poder ser como o personagem Hodor de Guerra dos Tronos e fazer uma resenha com vários parágrafos de “caracas” para ilustrar o quão impressionada fiquei durante a leitura. Mas não acho que eu conseguiria fazer com que vocês realmente se interessassem pela história. Provavelmente só pensariam que finalmente a quantidade de livros que eu ando lendo afetou minha cabeça. :)

Falar sobre Silo é andar sobre ovos, testando os passos para não soltar spoilers inadvertidamente. A premissa básica e super instigante já está na sinopse. O mundo foi reduzido a pó e ar tóxico, ventos ácidos e um vazio fora das paredes protetoras do silo. A sociedade vive em um sistema rigoroso de controle, sendo que qualquer deslize pode significar que a pessoa vai ser enviada para a limpeza.

Limpeza: quando um criminoso ou alguém que “pediu para sair” é enviado para fora do silo com a tarefa de limpar as lentes das câmeras externas, mesmo sabendo que está sendo enviado para morte certa. Muitas pessoas mesmo prometendo que não farão a limpeza, quando saem do silo, milagrosamente mudam de ideia e limpam as câmeras antes de caírem mortas.

O silo é divido em 140+ andares e três áreas: superior, intermediária e inferior. Cada área possui diferentes tipos de atividades, sendo que os moradores das áreas superiores são considerados “topo da sociedade”. É lá que moram o Prefeito e o Xerife do silo. Todo o conhecimento do silo é mantido pelos servidores da TI e a manutenção da vida é feita pelo pessoal da mecânica, que ficam nos inferiores.

O livro é divido em cinco partes cada uma acrescentando mais respostas e mais rugas de tensão. Por que as pessoas estão no silo; por que os que são mandados para fora sempre limpam as lentes; por que de tempos em tempos ocorre um levante dentro do silo, e por que ninguém se lembra direito do último; por que a esposa do Xerife pediu para sair, e por que, dois anos depois, é o Xerife que quer ir lá para fora? O mais bizarro de tudo, quase todas essas perguntas são respondidas logo na primeira parte, mas os ganchos que o autor vai deixando ao longo dos capítulos são tão instigantes que é quase impossível parar de ler.

Cada nova página é um momento angustiante, estressante, empolgante, revoltante, chocante, e muitos outros “antes” ao longo de TODA A LEITURA. Cada capítulo que eu fechava era uma respirada profunda e um “caraca” entre os dentes. O encadeamento de ideias; a proposta do que pode ter acontecido com o mundo; o fato de que o ser humano de certa forma não consegue viver sem nenhum tipo de conflito; os segredo e mentiras contados para a sociedade para manter todos na penumbra do conhecimento; ao mesmo tempo que permite que tanto o leitor quanto os personagens chave comecem a montar o quebra-cabeça; tudo isso é transmitido na forma magistral que Hugh Howey construiu sua história.

Você cria vínculo com os personagens, você se importa com eles, mesmo com os que são secundários e que só vão ter POV em um capítulo. Todos tem um espaço, são bem construídos, tem profundidade e são parte integrante e necessária para manter a história fluindo. Posso dizer que foi bom sair do mundinho dos “adolescentes sobrenaturais que são responsáveis por salvar o mundo” e perceber que “ainda bem que os personagens são adultos”. Muitas situações da história não seriam tão plausíveis e aceitáveis se fossem protagonizadas por adolescentes.

Se você se lembra da sensação de deslumbramento (que foi como me senti) que teve ao ver Matrix e as duas primeiras temporadas de Lost (porque o resto quase é de se jogar fora), esta é a sensação que você vai ter ao passar as páginas de Silo. Os dois são boas bases de referência para ajudar a estruturar Silo visualmente na sua cabeça. Para mim Juliette é a (super) Kate de Lost. ^.~

super-kate

Não se deixem intimidar pelas 400 páginas do livro! Confiem em mim, elas vão passar mais rápido do que você gostaria ou esperaria.


Até a próxima! o/

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Comentários

2 respostas para “Silo – Hugh Howey”

  1. Avatar de Karen

    Olá!
    Comprei este livro na Amazon também em uma promoção, baratinho! Estou arrumando coragem pra ler agora.! rs! Mas pela sua resenha parece que vai valer a pena né!
    Bjo!
    Karen
    http://www.bookadvisor.com.br/

  2. Avatar de Ize Chi

    Ok, fiquei mega interessada em ler agora. Vou ver na Amazon se já tem esse livro em ebook para adquirir :)

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