Com três profecias da deusa Durga solucionadas, agora resta apenas uma no caminho de Kelsey, Ren e Kishan para que a maldição seja quebrada. Mas o maior desafio do trio os aguarda: A busca pelo último presente de Durga – A corda de fogo – na Ilha Barren situadas na Baía de Bengala. Uma busca que ameaçará suas vidas. É uma corrida contra o tempo e o malvado feiticeiro Lokesh – neste ansiosamente aguardado quarto livro da série A Maldição do Tigre – colocará o bem contra o mal, testará laços de amor e lealdade, e , finalmente, revelará o verdadeiro destino do Tigre, de uma vez por todas.
Design
Mantenho minha opinião sobre o design do livro que comentei na resenha do primeiro da série mas tenho uma consideração sobre a capa. Por mais que a Fênix tenha um papel importante para o Kelsey na história, ele é relativamente curto perto da grandiosidade do resto do livro. Acho que eu preferiria se o padrão de “animais” da capa fosse quebrado e que Durga fosse representada com seus tigres. Ou até mesmo que Ren e Kishan dividissem a capa em suas formas de tigres, representando o ying e yang que se completa.
Nada que modifique realmente a nota, já que a capa é muito bonita, são só sugestões do que eu gostaria de ter visto para o livro.
História
Fiquei um pouco decepcionada com o final da Saga. Acho que o pior dos quatro livros foi Colleen arrastar um triângulo amoroso forçado, baseado numa relação de pena e de autocomiseração da Kelsey. O rabanete está de volta com todas as forças em O Destino do Tigre.
Já li por aí que quando uma mulher ama dois homens, é melhor ficar com o segundo, porque ela não deve gostar do primeiro o suficiente já que se interessou por outra pessoa. Só que no caso de Kelsey ela continua tentando se convencer de que vale mais a pena ficar com Kishan mesmo seu coração e seu corpo dizendo o tempo todo o contrário.
A dinâmica dos três personagens continua a mesma, Ren tentando atrair Kelsey de volta, mostrando o quanto ama a garota tapada. Kishan continua deslumbrado por ela tê-lo escolhido em detrimento de seu irmão mais velho, e fica tentando se iludir de que ela vai conseguir esquecer Ren. E por último Kelsey fica tentando se convencer que vai conseguir esquecer Ren e se “acostumar” a amar Kishan, já que ela não merece Ren. Haja insegurança! <o’> Tudo bem que mais para frente ela consegue admitir para si o que ela tem realmente medo em seu relacionamento com o tigre branco, mas MESMO ASSIM, ela continua fazendo besteira! <facepalm>
Em O Destino do Tigre o grupo precisa recolher o último presente de Durga, no elemento fogo, para poderem finalmente eliminar a maldição. Neste livro várias pontas soltas são explicadas, como o motivos de Lokesh, os poderes dos amuletos e dos presentes que o trio já recolheu ao longo da série. Eles continuam trabalhando bem em equipe e Kelsey, apesar de toda a baixa autoestima, consegue ser um peça importante, inclusive em grande parte das batalhas do livro, tirando Ren e Kishan de várias enrascadas. <sessão da tarde feelings>
A história tem uma certa previsibilidade, mas conseguiu me envolver mesmo assim, principalmente quando Kelsey se sente preterida e usada em um certo momento. Eu me senti mal por ela e eu queria destruir tudo junto com ela. Afinal, como assim ela sofre tudo para salvar os dois caras e de repente isso não importa mais?! >.<
As batalhas deste livro estão muito bem desenvolvidas e foram elas que salvaram a história para mim. A autora conseguir criar uma atmosfera envolvente e altamente descritiva de golpes, armas, formações de batalhas, que ajudam bastante a visualizar o que ela está contando.
Só acho que não deveria ter dado certo com Kishan desde o início. Por mais que dissesse que amava Kelsey, ele sempre se derretia por Durga quando eles iam visitar a deusa. E a garota nem se importava ou ficava com ciúmes com as faíscas que rolavam entre o tigre negro e a deusa, mas se incomodava em pensar em como seria se a deusa dedicasse a mesma atenção para Ren. Sério, se você é um rabanete e seu namorado está completamente envolvido por uma deusa, repetirei: UMA DEUSA, eu me sentiria pelo menos com uma montanha de ciúmes. Ainda mais porque sou “time Ren” desde o começo e não conseguia conceber a Kelsey ficar com o Kishan, por mais fofo e bad boy que ele fosse.
No fim das contas as soluções foram as que a gente já podia esperar para o livro, mas não sei se realmente fiquei satisfeita. Valeu pela experiência de sair do foco de livros que toda história se passam nos EUA, de conhecer um pouco mais, mesmo que superficialmente, da mitologia indiana, e de conhecer personagens como Ren e Kishan (que se perdeu ao longo do caminho, mas tinha potencial).
Acho que esta é a primeira série que eu completo aqui no blog! Foi bom enquanto durou.
Até a próxima! o/


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