Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy – após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí – ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.
Design
Eu adoro o trabalho que a Intrínseca fez e faz com os livros do Rick Riordan. Okei que as duas séries, Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo, tem tamanhos diferentes e isso na estante fica muito estranho. Mas o trabalho de acabamento, ilustração da capa e design é muito bonito, e dá até para perdoar.
A capa segue a ilustração do livro original, e acho que a única coisa que me incomoda um pouco é que o ilustrador sempre faz os personagens mais jovens do que devem ser. Se vocês olharem a capa do próximo livro, House of Hades, Percy e Annabeth parecem ter uns 13 anos. O mesmo acontece com Jason e Percy em A Marca da Atena, méh. Gosto do hotstamping que tem na capa, e ele é resistente, aguentou ser carregado para todos os lados enquanto estava lendo.
O miolo é muito bonito, bem estruturado e balanceado na página. Acho a entrelinha um pouco aberta demais, mas não é tão importante. Gosto que os cabeçalhos dividem o número da página com o PoV daquele capítulo específico, e é uma forma de você lembrar quem está contando, além do estilo da narrativa que muda. Acho o livro um pouco pesado demais, já peguei livros com a mesma quantidade de páginas mas a escolha do papel o deixava mais leve.
Só tirei 0,5 pontos da nota porque vi alguns problemas de revisão durante a leitura. Palavras repetidas, artigos e preposições faltando me chamaram a atenção e acho que podiam ser revisados novamente para uma próxima edição.
História
Então Pessoas, vamos falar do terceiro livro da nova série de Rick Riordan, que de certa forma, é o oitavo livro do Percy Jackson. Tudo bem que em O Herói Perdido, Percy só é mencionado pelos personagens, mas bem, para mim ele continua sendo o personagem principal da história.
Em A Marca de Atena, a história segue os semideuses gregos e romanos na luta para impedir que Gaia renasça nos dias de hoje. Rick Riordan continua com sua narrativa insuperável, dinâmica e ágil para contar em 480 páginas os acontecimentos de cinco dias que os nossos heróis tem para tentar salvar Nico di Angelo, filho de Hades, seguir a marca de Atena, tarefa que Annabeth precisa cumprir, e ainda impedir que os dois acampamentos se destruam.
Finalmente os sete semideuses da profecia estão reunidos para ir até a Grécia e tentar deter os gigantes. Percy, Annabeth (<3), Piper, Leo, Frank, Hazel e Jason vão atravessar os EUA e depois o Atlântico para salvar os deuses que estão divididos entre suas duas personas, a grega e a romana. A deusa mais afetada é Atena, e ela designa Annabeth para ser a filha que finalmente vai vingá-la e descobrir a marca de Atena.
Trocando entre os pontos de vista de Annabeth, Percy, Piper e Leo, o livro tem mais romance do que todos os antecessores, com direito até a um leve triângulo amoroso. De qualquer forma, não adianta, Percy e Annabeth são o meu casal favorito e perfeito. Sério, se fosse para ser “team alguma coisa” eu definitivamente sou Team Percy! Finalmente vemos Percy e Jason se enfrentando e trabalhando em equipe e estas são duas das cenas mais agitadas da história.
Rick Riordan é definitivamente meu autor favorito dos dias de hoje, ele consegue fazer uma pesquisa absurda, tanto da mitologia grega e da romana, constrói um enredo tão complexo e interessante ao mesmo tempo que joga pistas sobre os próximos passos da história. Se você conhece um pouco de mitologia até dá para ficar na expectativa de acertar qual deus/deusa vai interagir com os heróis. Por exemplo, adorei ver Nêmesis aparecendo na história, ela é uma das deusas menores que eu mais gosto. Ele cria espaço para inserir quase todas as alegorias e mitos dentro da narrativa em que os semideuses vão ter que passar.
Mas tem um porém em A Marca de Atena. Não gostei de que algumas situações se resolvem sem explicações. Por causa do PoV (ponto de vista), alguns acontecimentos ocorrem mas o leitor não acompanha seus desdobramentos, porque o personagem não era o narrador naquele momento. Por exemplo: em dado momento da história, com o Leo como PoV, ele tem uma ideia de plano para libertar ele, Frank e Hazel. Quando ele vai explicar o que será feito, o PoV munda para o Percy, e o plano se resume a um parágrafo de diálogo do Leo explicando como tudo deu certo.
A “culpa” é da quantidade de semideuses interessantes juntos e a necessidade de fazer com que a história continue caminhando para o seu desfecho. Mas confesso que adoraria que tudo fosse contato e explicado. Riordan deveria escrever livros com 1000 páginas, só para podermos acompanhar todas as facetas da narrativa.
Com um terceiro volume que é todo clímax, lutas, pirotecnia, tiradas cômicas e personagens memoráveis, A Marca de Atena continua uma história, que por mim, poderia “nunca” acabar. Melhor livro do ano (até agora)! Pessoas, que final foi aquele?! Preciso muito do próximo livro e ele só sai em outubro! Só digo uma coisa, por mais que seja um livro de aventura, o Rick Riordan bem podia investir um pouco mais no romance… afinal adolescentes de 16-18 anos não ficam só correndo atrás dos inimigos… ^.~
Até a próxima! o/


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