Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder… mesmo que isso a aproxime da morte.
Design
Já falei algumas vezes aqui que uma capa não é o suficiente para uma nota alta de Design. É indiscutível a qualidade da capa de Fallen. A modelo passa exatamente a sensação que temos ao ler o livro, de uma grande decepção. As cores frias também criam o clima de frustração e tristeza. O acabamento acetinado foi uma das coisas que me deixou alegrinha enquanto segurava o livro, já que a textura é tão macia.
Só que o miolo não fica à altura da capa. Não sei muito bem porque é que todos os livros da Galera tem a fonte TÃO GRANDE! O livro poderia ser bem menor e mais leve com uma fonte mais balanceada. E as máquinas de impressão da gráfica sempre borram as bordas das letras. Várias frases estão parecendo em negrito por causa do escape da tinta, e não é a primeira vez que vejo isso em um livro da editora. Fica parecendo um trabalho meio desleixado, e até justifica o tamanho da fonte. Imagina usar o projeto gráfico da Intrínseca em Puros e imprimir nas máquinas da Galera?! Adeus leitura.
De resto, revisão e tradução, não tenho comentários, não achei nada que me chamasse a atenção.
História
Peguei Fallen para reler porque tinha comprado os livros seguintes e não lembrava direito da história. Acabou que mantive as 3 estrelas que eu já tinha dado na minha primeira leitura.
Tive a nítida sensação de que Fallen é um livro para tentar ocupar o espaço de Crepúsculo. Está tudo ali, só que mascarado de anjos, e um pouco mais soturno com o lance das sombras que só a Luce pode ver.
Existem passagens que são muito idênticas entre as histórias, como quando Edward salva Bella de ser esmagada por um carro; Daniel impede que Luce seja decapitada por um anjo de mármore. Edward tenta afastar Bella dizendo que eles não devem ser amigos; Daniel faz de tudo para que Luce nunca entenda nada de seu comportamento errático e se afaste dele.
No fim das contas quem não entende nada é o leitor. Eu fiquei ainda mais confusa do que a própria Luce. Você não entende o que são as sombras e porque elas perseguem a Luce; não entende qual é a da maldição que cerca Luce e Daniel e porque ela reencarna a cada dezessete anos. Não explica qual é a dos anjos caídos, porque eles estão em guerra e porque Luce, uma mortal, seria tão importante. Não explica qual é a do Cam, e porque ele não apareceu no primeiro capítulo, já que ele representa o outro lado da balança. E é extremamente frustrante chegar ao final de 401 páginas sabendo tanto ou nada a mais do que se sabia ao começo do livro.
Acredito que a Lauren Kate deve ter visto muito animes/manga shonen ou algo do gênero. Seus personagens nunca terminam um pensamento quando estão compreendendo um assunto ou tendo uma epifania. As frases são praticamente “Será que…?! Não pode ser…! Antes não tinha sido…!”… ¬¬ Sério, cansa e é novamente um grande gerador de frustração. Sabe, Seiya e companhia subindo as intermináveis escadas das 12 casas do zodíaco? A mesma sensação.
Felizmente o livro é narrado em terceira pessoa, confesso que não ia ter muita paciência de “ouvir” a Luce se derretendo pelo Daniel durante o livro todo…
No fim, o livro é uma mixórdia de acontecimentos e assuntos que não se explicam nem se justificam, ficando só como um pano de fundo para um triângulo amoroso mal resolvido. Espero sinceramente que os próximos sejam melhores, ou que pelo menos expliquem algumas das pontas soltas deixadas neste primeiro livro.
Até a próxima! o/

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