Hoje voltando pra casa do trabalho com meu pai vim pensando sobre mulheres.
Estou terminando de ler a coleção Deixados para Trás do Tim Lahaye. No volume em que estou, uma das personagens femininas principais morreu. E eu dei graças a deus! Como ela era chata; uma personagem fraca! Não queria aceitar os comprometimentos que tinha feito ao longo da história. Ficou mais parecendo um personagem “da cota”, por que se a história girasse em torno só de personagens masculinos talvez não atingisse todos os leitores.
E isso me levou a pensar em por que as mulheres não funcionam como personagens principais de aventuras/ação. Os exemplos que eu me lembro são, a maioria, de jogos que foram (alguns) posteriormente transformados em filmes: Lara Croft, a mulher do Resident Evil, a do Heavenly Sword, a Sonja, a tenente Ripley de Alien… O que todas têm em comum? São praticamente homens de saias.
Heroínas femininas só funcionam em histórias de mela-mela? Por que elas não são verossímeis como personagens em enredos de aventura/ação?
Isso tem me perturbado bastante. No curso de jornada literária que eu estou fazendo, escolhi desenvolver uma heroína para a minha história. E agora eu não tenho mais certeza se foi uma boa escolha, ou a escolha correta. Eu não queria que ela fosse mais uma mulher-macho. E também não queria que ela se transformasse em uma Bella do Crepúsculo, indefesa e babante pelo objeto de adoração (apesar de eu ter, sim, gostado do livro. Perdoem-me se ainda tenho 14 anos mentais).
Qual seria a mistura correta para criar uma personagem feminina que sustentasse uma história e que continuasse sendo uma mulher, ponto. Porque eu não sei se conseguiria escrever na “pele” de um rapaz. Não seria “verdadeiro”.
Talvez eu só descubra se eu consigo criar a mulher “certa” quando começar realmente a desenvolver minha história. E espero que não vire uma grande decepção.
Medo… O.O’
Até a próxima! o/

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