resenha

Mister O – Lauren Blakely

16 nov 2017
Informações

Mister O

Lauren Blakely

Faro Editorial

série ---

272 páginas | 2017

3.75

Design 3.5

História 4

16

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Nick Hammer tem a vida que todo cara sempre sonhou: dinheiro e mulheres lindas aos seus pés, que não esperam nada em troca além do melhor sexo de suas vidas. E tudo isso graças ao seu personagem, Mister Orgasmo, que saiu das páginas dos gibis para ganhar um programa na televisão. Agora Nick se tornou o mentor sexual de homens ao redor do mundo e o objeto de desejo de todas as mulheres. Para para Nick, e seu alter ego Mister O, a receita é simples: dar prazer, sempre!

Mas tudo isso pode estar em risco quando um pedido acontece. Harper, A irmã de seu melhor amigo, Spencer Holiday, também quer aprender as valiosas lições de Nick e Mister O. Harper é divertida, inteligente, linda e irresistivelmente sexy. E lutar contra o desejo de ter ela em sua cama será o pior pesadelo de Nick. Mister O vai conseguir “salvar” essa mocinha e ainda não ferrar a relação com o seu melhor amigo? Um romance divertido, leve, sexy e que vai arrancar suspiros dos leitores. Afinal, não dizem que o amor e a amizade andam lado a lado? Talvez eles até possam dormir na mesma cama.

Design

Olha! Modelos sem cabeça não são exclusividade dos livros de época! Até os meninos tankinho sofrem com esse problema. Afinal, quem se importa com a cara do fulano contanto que ele tenha um 6-pack como esse da capa não é mesmo?! XD

Brincadeiras à parte, é legal ver que de certa forma está sendo criado um padrão gráfico pros livros da Lauren Blakely. A fonte do título parece ser a mesma utilizada em Big Rock, assim como a do nome da autora.

Como já comentei diversas vezes, em várias resenhas, não sou muito fã dessas frases de “venda” do livro na capa. Sempre acho que ocupa um espaço que tem um valor muito grande, e nem sempre acrescenta muito para convencer o leitor a comprar. Aqui podia muito bem ter ido para a quarta-capa.

Eu curto quando os acabamentos especiais são usados em lugares além da capa. No caso de Mister O o hotstamping está no título também na lombada do livro. Assim na estante também fica com “brilho”. :D

Ainda na lombada, eu sei que os livros são independentes, você poderia ler em qualquer ordem. Mas como tem acontecimentos aqui que se passam logo depois dos que aconteceram em Big Rock, eu acharia legal se tivesse uma numeração na lombada, como uma “sugestão de leitura”.

Na quarta-capa eu achei bem interessante a sinopse ser a “escrita” de Nick, mas a fonte usada no texto é relativamente “feminina” para representar a caligrafia do cara.

Comentei sobre como não entendi qual era a da interna da capa de A Oportunista em uma das minhas últimas resenhas e falei sobre coerência no projeto gráfico. Bem, aqui em Mister O dá pra encontrar essa coerência. Na capa o modelo está abrindo sua calça jeans, e o zíper passa a ser o tema do projeto de todo o miolo. O elemento está presente na falsa folha de rosto como um zíper fechado, e conforme você “entra” no livro, o zíper vai se abrindo. Na folha de rosto ele já está aberto, e em todas as aberturas de capítulo o elemento jeans+zíper também aparece.

O miolo em si é bem correto, com uma fonte boa e legível, de tamanho e ocupação na mancha gráfica bem legais. Existe um estilo diferenciado para os momentos que Nick e Harper trocam mensagens via celular. Aí a fonte passa a ser sans-serif e com um espaçamento maior entre os parágrafos.

Só é uma pena que não existem as informações de título/autor na área de cabeçalho. Mas acho que isso é comum nos projetos da Faro. Nenhum dos livros que li da editora até agora apresentaram esse elemento.


História

Eu ando meio confusa com algumas coisas da vida, sabe… Talvez muitas coisas da vida. Acho que no último ano eu fui mais bombardeada sobre questões sobre feminismo, representatividade, “literatura feminina”, do que em toda a minha vida. Culpa do excesso de informação, das facilidades das redes sociais, de amigas esclarecidas? Vai saber, mas tá aí populando o meu imaginário e minha construção e formação pessoal.

Acredito que hoje, aos 36 anos (mas 14 no coração), já consigo identificar e entender certas situações e plots em uma história que não são lá muito saudáveis. Atitudes machistas, sexistas, assédios, e outras coisitas mais.

MAS! Perceber, identificar e entender essas coisas nas histórias tem que me proibir de ainda curtir ler um hot de vez em quando?

Saber que normalmente os hots são escritos com personagens masculinos controladores, com tendências machistas, tira o valor de entretenimento e excitação que a forma como as cenas são descritas? Eu me torno uma pessoa ruim por ainda ler esse tipo de gênero, sabendo o que eu já sei?

Perguntas muito filosóficas para falar de Mister O, e sei lá, ninguém lê isso aqui mesmo pra eu realmente achar que vou ter uma conversa ou diálogo com alguém de qualquer forma. :P

Bem, Mister O acompanha personagens que a gente já conheceu em Big Rock: Nick é o melhor amigo de Spencer e Harper é a irmã mais nova dele, e os dois tiveram uma “coisa” no livro anterior.

Nick Hammer (nome extremamente sugestivo se você conhece as analogias para pênis em inglês) é um nerd maromba que conseguiu bastante sucesso com seu quadrinho do Mister Orgasmo.

O sucesso foi tanto que ele transformou seu personagem em um desenho animado que passa num canal Adult Swing da vida, e isso faz com que ele seja bastante conhecido e tenha uma graninha para uma vida bastante confortável. Além de muitas mulheres para dar em cima e ele poder escolher.

Nick gosta de se gabar do seu físico cultivado com muito carinho na academia, e da sua capacidade de fazer com que qualquer mulher com quem se relacione sempre chegue a um orgasmo. Várias vezes. Ele é assim, um homem muito preocupado com o prazer de sua parceira.

Só que agora Nick tem um problema sério porque a única mulher por quem ele realmente está interessado é a irmã mais nova de seu melhor amigo, e isso Pessoas, é totalmente terreno proibido. Ele não pode se permitir ter interesse por Harper porque, afinal, ele presa bastante as próprias bolas, e não quer dar satisfação para Spencer arrancá-las.

Harper é uma mulher incrivelmente linda e desejável, mas que não faz ideia do poder que exerce nos homens. Principalmente sobre Nick. E é por não saber como lidar com o sexo oposto e por ter tanta facilidade de se relacionar com Nick, o rei das mulheres e dos orgasmos, que ela pede ajuda para aprender a namorar.

Óbvio que isso não tem como dar certo, porque eles vão acabar cruzando a linha de “professor” e “aluna” para algo muito mais interessante para o desenvolvimento do relacionamento dos dois e do livro.

E é aqui que eu comento que Nick se torna um cara possessivo sobre Harper. É claro que ele está se apaixonando por ela, mas ele passa a ser ciumento em relação a outros caras com quem ela tem que se relacionar. Pode ser “bonitinho” porque é a forma dele de mostrar que gosta dela, mas sei lá. No mundo real será que isso é bonitinho também?

Será que uma conversa sincera não é a forma mais normal e natural de demonstrar interesse e de “dominar” o espaço? Se a Harper soubesse que ele gosta dela e quer ficar com ela, será que não agiria de outras formas com os caras que aparecem na vida dela?

Bem, as cenas dos dois juntos são sempre divertidas, eles conversam bastante, não necessariamente das coisas que realmente devem ser conversadas, tipo ser sinceros sobre seus sentimentos. E as cenas de sexo entre eles são sempre bastante apimentadas e bem descritas.

Mesmo a gente ouvindo a voz da Harper através do Nick, ela tem independência e força o suficiente como personagem para saber aquilo que quer e tomar suas próprias decisões. Toda a questão de irmão mais velho “protegendo” a irmã dos amigos homens é bem definida e ela diz com todas as letras que quem faz as escolhas em sua vida é ela mesma, e Spencer não tem nada a ver com isso. Pontinhos para Lauren Blakely por fazer uma mulher decidida.

O que eu achei mais interessante tanto em Big Rock quanto aqui é que o narrador é um homem. Só Nick conta sua história. E não é muito comum encontrar esse tipo de narrador em livros hots. Normalmente existe uma alternância entre a mocinha e o macho alpha, mas os momentos principais e mais picantes costumam ser narrados pela mulher. É interessante ter essa “quebra de paradigma” e ver o romance se desenrolar pela ótica masculina.

Apesar de serem personagens que surgiram no livro anterior você não precisa ter lido Big Rock para entender Mister O. Existem participações de Spencer e Charlotte, mas o livro é independente o suficiente para você curtí-lo por si só.


Até a próxima! o/

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parceria com a editora faro editorial

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