resenha

Marca da Escuridão – Sylvia Day

23 out 2017
Informações

Marca da Escuridão

Sylvia Day

Faro Editorial

série Marked #1

280 páginas | 2015

3.5

Design 3.5

História 3.5

16

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Amaldiçoada por Deus, caçada por demônios, desejada por Caim e Abel… Tudo isso em um dia normal de trabalho…

Anos atrás, Evangeline teve uma incrível noite de amor com um homem misterioso que ela nunca mais conseguiria esquecer. Mas aquele momento de prazer tornou-se um desastre de proporções bíblicas: ela recebera a Marca de Caim.

Empurrada para um mundo em que pecadores são marcados e transformados em assassinos de demônios, ela tem agora Caim como protetor e Abel como seu novo chefe, que também fica loucamente atraído por ela.

Eva torna-se então o novo e explosivo ponto de discórdia, no caso mais antigo de rivalidade entre irmãos.

Design

Antes de falar da capa propriamente dita, quero compartilhar uma experiência ruim que eu tive com o livro. Acho que comentei na resenha de F*ck Love, mas a Faro usa em seu projeto gráfico um papel um pouco mais grosso, o que dá volume e corpo para um livro de 280 páginas.

Mas se a gráfica não cuidar direitinho da produção do livro pode ocorrer o que aconteceu comigo. A capa meio que despencou do miolo do livro. Isso significa que a quantidade de cola aplicada na lombada não foi o suficiente para manter o livro coeso.

Conforme eu manuseava durante a leitura, provavelmente a cola esquentou e permitiu que o miolo corresse e desalinhasse da capa. Em dado momento eu estar com 1/4 de livro “desencapado”. Precisei ter mega jeitinho para, cuidadosamente, empurrar o miolo de volta para dentro. Isso porque eu não queria descolar de vez a capa e refazer a montagem.

No fim das contas fiquei com o livro um tanto remendado; ele não está alinhado direitinho, mas como não pretendo mexer por enquanto, não tem tanto problema. Talvez tenha que rolar um papo com a gráfica para avaliar o resultado dos livros…

Bem, capa. Vou dizer que, em termos de vergonha alheia e “eu até leria na rua”, Marca da Escuridão ganha no segundo quesito em relação a Big Rock e Mister O, mas ainda não seria uma situação muito tranquila pra mim, ficar ornando esse livro por aí. :P

Eu até entendo que né, faz todo sentido um livro hot vender o que poderia ser o “material” físico do personagem na capa. Mas que dá vergoinha, ah dá… Mas eu gosto dessa porque ainda é um tanto quando “conceitual”, com o foco sendo mais nas tatuagens do que no corpo do cara.

Vamos conversar um pouquinho sobre similaridade e proximidade? Estou falando do “problema” que é o nome da autora e o título do livro na capa.

O projeto cria uma tarja bordô linda para acomodar o nome da Sylvia Day em uma fonte sans serif em caixa alta, super elegante e moderna. Aí, entra o início do título, com uma fonte meio grunge e marcada, toda trabalhada no glitter e sobre uma tarja preta.

Tudo bem até o momento em que a segunda parte do título é colocada sobre a mesma tarja bordô e com o mesmo padrão gráfico do nome da autora. Existe um princípio da gestalt que é similaridade e que faz com que a gente compreenda coisas que pareçam uma com a outra como “iguais”, como partes de um mesmo padrão.

gestalt principles

No caso da capa de Marca da Escuridão significa que o nome da autora é Sylvia Day Escuridão, e o título do livro é Marca Da. Acho que se tirasse a tarja bordô do fundo de “escuridão” essa sensação e efeito de similaridade já seria bem diminuído.

Fora a minha chatisse de designer, gosto muito do soft touch que tem em praticamente toda a capa, e de terem colocado o número do volume tanto na capa quanto na lombada, que ficou linda em bordô com verniz brilhante.

Achei esse miolo bem mais simples do que de outros livros da Faro, e a única “bossa” que tem no projeto é uma marca tribal, que deve ser uma representação da marca de Caim, em todas as aberturas de capítulo. Tenho a impressão que já vi a fonte que usaram nos números de capítulos em algum outro projeto, mas tá ok porque ela parece a fonte (de metade) do título da capa.

De resto, eu acho a mancha gráfica bonita, a fonte é um pouco grande, mas acho que é pra ganhar espaço e páginas pro livro. Além disso, era é um pouco expandida, ocupando e aumentando ainda mais o tamanho das palavras. Eu gostei porque permite uma boa legibilidade, mas sempre prefiro fontes um pouco menores no projeto como um todo.


História

Uma das coisas “recentes” que eu descobri sobre meus gostos literários é que Urban Fantasy é muito divertido. Ter todos os elementos sobrenaturais ou mágicos que poderiam caracterizar uma fantasia “medieval”, mas sendo inseridos no contexto dos dias de hoje faz com que a história seja bem interessante.

E se você ainda apimentar o relacionamento entre os personagens então… provavelmente estarei extremamente satisfeita com o livro. :D

Esse não é o primeiro Urban Fantasy que leio da Sylvia Day, mas talvez seja o primeiro que me dei conta do que estava lendo… Aqui no blog tem resenha de Prazeres da Noite, Um Toque de VermelhoUm Desejo Selvagem.

Interessante que ela coloca a personagem principal com o mesmo nome da protagonista de sua série contemporânea Crossfire. Vai ver que estava faltando inspiração em algum momento. :P

Estou chamando de Urban Fantasy mais por conta da mistura de seres que aparecem na história (anjos, demônios, fadas, lobisomens) do que pela estrutura da fantasia propriamente dita.

Aqui todos os seres que não são angelicais ou estão a serviço dos anjos e de deus estão passíveis de seres destruídos pelos Marcados. Até parece existir uma organização política entre os lobisomens, mas Day não desenvolve muito o universo do livro além do que envolve Eva, Caim e Abel.

Sim, são os irmãos originais, e na versão de Day eles não são bem como foram descritos na bíblia. Caim é um Marcado que recebe ordens diretas de deus para realizar assassinatos de demoníacos desgarrados pela terra. Existe uma outra hierarquia quando se tratam de outros humanos que foram Marcados, e eles respondem a anjos e arcanjos.

É todo uma estrutura que parece praticamente uma empresa formada para manter o equilíbrio entre o mundo humano e os demais seres que dividem espaço com a gente.

Eva é uma jovem designer de interiores procurando um emprego que acaba recebendo a Marca de Caim. O motivo (meio nebuloso) é que ela foi uma tentação colocada no caminho secular de Alec Caim e ele não conseguiu resistir. Então, 10 anos depois que ela cedeu sua virgindade para o Marcado, ela é amaldiçoada com o mesmo “trabalho” que seu amante.

Acontece que Reed Abel, o irmão de Caim, acaba se interessando por Eva também, e ela fica no meio da disputa de egos dos dois. Além de tentar descobrir porque ela realmente foi escolhida como uma Marcada, se livrar da marca de alguma forma, entender por que Tengus gostam de fazer xixi nela, e fugir de um Nix alemão.

Achei divertido e uma leitura leve de entretenimento. Não existe muita explicação (que faça sentido) para toda a trama angélica de traição e orgulho que está acontecendo entre os arcanjos que lideram as empresas de Marcados. Ou por que Caim matou Abel nesse universo. Ou até mesmo das raças e classes de seres sobrenaturais que existem e que Eva vai precisar combater.

Até mesmo sobre o treinamento que ela precisa passar não é muito explicado. Mas a correria para deter os vilões é legal de acompanhar. Pena que, em comparação com outros livros da autora, esse tenha menos cenas sensuais. Não achei que elas foram bem conduzidas ou distribuídas ao longo da história. Acaba ficando muita tensão sexual ao longo das páginas e pouca resolução.

Vale comentar que existe uma certa “representatividade” na história porque o arcanjo responsável por Eva é descrito como negro, e a própria personagem principal é asiática. Não é “normal” ver uma asiática à frente de uma história. A única que me lembro é a trilogia da Lara Jean.

Curti, e lerei os próximos para descobrir a evolução de Eva e se ela vai escolher Caim. Particularmente ele é mais interessante que Abel, que pareceu ser somente manipulador e egoísta… Veremos! ^.~


Até a próxima! o/

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parceria com a editora faro editorial

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