resenha

Convergente – Veronica Roth

20 abr 2017
Informações

Convergente

Veronica Roth

Rocco

série Divergente #3

528 páginas | 2013

3

Design 3.5

História 2.5

14

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E se tudo em que você acreditasse fosse uma mentira? Em Convergente, o aguardado volume final da trilogia Divergente, de Veronica Roth, uma revelação que deveria ter permanecido em segredo põe em questão a existência da sociedade baseada em facções na qual a protagonista Tris Prior acreditara um dia. Um novo mundo é revelado além dos muros da Chicago distópica em que Tris nasceu e cresceu, e ela é mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

Em Convergente, a sociedade que se dividia em Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza encontra-se destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Diante da oportunidade de explorar o mundo além dos limites que ela conhecia até então, Tris não hesita em partir, na esperança de ter uma vida nova ao lado de Quatro – livre de mentiras complicadas, lealdades suspeitas e memórias dolorosas. O que ela encontra, no entanto, é uma realidade ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Antigas descobertas rapidamente perdem o sentido. Novas verdades explosivas transformam os corações daqueles que ela ama. Mais uma vez, Tris é obrigada a compreender as complexidades da natureza humana – e a si mesma –, enquanto convergem sobre ela escolhas impossíveis.

Design

Em Insurgente eu fiz uma análise da capa e da série como um todo. Dá uma passadinha lá para ler o que eu achei. ^.~


História

Vamos começar falando que o livro já está por aí desde 2013, todo mundo já deve ter visto o spoiler que gerou rage na moçada toda, mas se você ainda não leu (tipo eu que só fui terminar a série agora), não vou me policiar contra spoilers, então acompanhe por conta e risco, ok?

Eu juro que achei que Veronica Roth ia conseguir de alguma forma sua redenção depois do desastre que foi Insurgente. Mas, ó… Convergente seguiu pelo mesmo caminho no fim das contas.

Ok, ela tentou dar uma variada, dividindo a responsabilidade de contar a história entre Tris e Quatro, dando para o carinha um PoV para chamar de seu. Por mais que eu tenha gostado, porque o personagem era um dos meus favoritos, no fim das contas acabou ficando estranho. Por que dar uma voz para Quatro somente no terceiro livro? Uma voz que não consegue ser muito diferente da de Tris, tanto até que eu sempre tinha que conferir quem estava contando, porque me confundia às vezes. Como eu li na resenha da Ashley no Goodreads, ficou parecendo que a autora ia precisar de outro personagem para contar a história, porque provavelmente alguma coisa iria acontecer com a Tris.

Ela colocou o relacionamento de Tris e Quatro de volta nos eixos, como eu queria ter visto desde o fim de Divergente. Mas acontecem tantas coisas estranhas ao longo do caminho que eu também não sei se funcionou. Talvez por conta do Quatro ter um PoV agora? É estranho porque enquanto só conhecíamos a história pela Tris, Quatro era insuperável, inalcançável, imbatível, forte, seguro, corajoso. E agora, com ele contando sua parte, ele passa a ser inseguro, inconstante, com certa covardia, violento, sem rumo… e às vezes burro. Cara, como assim ele ficou chatiadinho porque não é um divergente de verdade?! “Omeldez, tou chatiadinho, não sou maneiro como a Tris, vou ali fazer umas merdas e ser burro!”. De onde você veio que não é o personagem que eu conheci?! (╯°□°)╯︵ ┻━┻

Convergente em muitas partes fica parecendo a história do desenvolvimento de Quatro, um desenvolvimento que não parecia ter que existir nos outros livros, um desenvolvimento baseado na insegurança de ficar sozinho sem Tris, e no medo que ainda tem de seu pai. É como se sem um objetivo, um alvo, alguém para encher de porrada, ele simplesmente não soubesse quem é. E por conta disso ele toma decisões “sozinho” que só o levam a fazer burrices. O que não tem NADA a ver com o personagem que Roth construiu nos livros anteriores.

Tris continua sua decadência ao insuportável, aquela coisa de “sei de tudo”, “sou demais”, “eu te disse”. De certa forma, eu só conseguia curtir suas interações com o Quatro, porque quando estavam juntos eles costumavam simplesmente se agarrar, ou ter conversas de “perdão pelo vacilo”.

Quanto a história em si, eu achei bastante confusa, pouco desenvolvida, e que não pareceu ter importância pros próprios personagens envolvidos. A questão das facções não é bem explicada e o lance da disputa entre os geneticamente puros ou danificados também é qualquer coisa. Os personagens secundários que acompanham Tris e Quatro para fora de Chicago estão simplesmente ali, mas não se envolvem diretamente nas coisas que acontecem à sua volta. É quase como se estivessem de férias e fossem chamados para a cena quando fossem necessários, ou para tentar criar algum momento de tensão.

Então, vamos falar da morte de Tris. É, ela morreu. Mas, além de achar a morte dela estúpida, não me emocionou de forma alguma. Acho que não existia tensão na história, não existia medo ou angústia suficiente para eu ao menos me importar com a possibilidade de ela morrer. Cara, Tris é foda! Ela resiste aos soros todos, resiste à simulação. Era óbvio que ela iria impedir que seu irmão se sacrificasse. Era responsabilidade DELA fazer o ultimate sacrifice! Mas achei tão idiota a forma que a cena em si se desenvolveu.

A garota é a mestra nos paranauê da Audácia, treinou com o Quatro, meteu a porrada em pessoas maiores do que ela, enfrentou o Peter, pelamor! E vira DE COSTAS PARA UM CARA ARMADO SENTADO NUMA CADEIRA DE RODAS?! WTF?! Sério, ela podia morrer, juro, é um final interessante para história, fugindo dos HEA (happy ever after) da grande maioria dos YAs. Mas não de uma maneira burra!

Como ela não tentou desarmar o cara? Meter um chutão na cara do maluco?! De novo: ele está numa cadeira de rodas, PUFAVO! Que ela corresse na direção do cara e levasse um balaço, e depois fosse fazer o que tinha que ser feito. Mas não do jeito que a autora construiu. Eu não aceito.

Então, sim, Veronica Roth destruiu Divergente, um conceito de mundinho e personagens interessantes. Fico pensando que talvez tivesse sido melhor não ler os outros livros, e ter ficado com aquela última cena de Divergente, com Tris dentro do trem, indo para o pôr-do-sol no horizonte. E que fosse minha responsabilidade imaginar o que realmente aconteceria com o fim da história.


Outras resenhas da série

  • insurgente - veronica roth

Até a próxima! o/

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