resenha

Fevereiro – Audrey Carlan

5 jul 2016
Informações

fevereiro

audrey carlan

verus

série a garota do calendário #2

138 páginas | 2016

2.75

Design 3

História 2.5

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.

Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser…

Em Fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida que permanecerão com ela para sempre.

Design

Já fiz uma avaliação bastante intensa sobre toda a parte do design da série na resenha do primeiro livro, então dá um pulinho lá para saber minha opinião. ^.~


História

Porram Mia… você me decepcionou em Fevereiro… Verdade que a culpa não foi só da Mia. Seu trabalho da vez, o francês Alec, é bem babaquinha, apesar de ter uma aura romântica meio “cheirada” e viajada. Some-se a isso o fato de que ainda tenho a sensação que as coisas são muito fáceis…

Mia foi ser a musa inspiradora da nova série de quadros de Alec Dubois em Seattle, e passa boa parte da história se questionando em como lidar com Wes, porque, afinal Alec é muito gostoso e ela não vai se aguentar dentro das próprias calcinhas, não é mesmo?! ¬¬

Não temos muito desenvolvimento da personagem aqui, a maior parte do tempo é Alec sendo estrela, envolvendo Mia dentro da idealização da sua obra, tentando convencê-la a tirar a roupa, e interagindo com seus quadros. Mia praticamente não sai do ateliê de Alec durante o livro inteiro, só servindo como modelo vivo e aproveitando os dotes do francês na cama.

Mas Mia dá um chilique em certo ponto da história que eu fiquei “Miga?! Quequitá contessenu?!”. Uma das cláusulas (verbais) do contrato de acompanhante é que, se ELA decidir ter relações sexuais com o atual “serviço”, ele é obrigado a pagar 20% do valor do contrato diretamente à acompanhante. Em Janeiro ela até considera “tranquilo” a possibilidade de ganhar essa comissão extra por transar com o “serviço”. Afinal, é mais dinheiro para diminuir sua dívida mais rápido.

Só que aqui, em Fevereiro ela tem um troço e surta ao receber os valores de Wes e Alec. Tipo “oi?”. Você esqueceu que sua tia avisou da comissão?! Esqueceu que a acompanhante é que decide se quer transar, e o “serviço” tem que pagar pelo sexo?! Faz parte do contrato e foi sua escolha, Mia. Então ela fica revoltada dizendo que não é prostituta, que ela que quis, “por que tá me pagando por transar com você?!”. Sério? Escolheu agora para dar crise de consciência e ser hipócrita?

Eu bem achei que a autora iria apelar para essa situação em algum momento. Mas do mesmo jeito que ela se irrita, ela volta a ficar “de boas”, rapidamente. Como se ela tivesse finalmente interiorizado a situação da comissão, e talvez até considerado fazer isso mais vezes (isso já sou eu ponderando). Ficou simplesmente parecendo um degrau para criar algum tipo de tensão na história, e sei lá… foi meio gratuito.

Ainda não sei muito bem como lidar com toda a situação de Mia ser uma acompanhante. Pensamentos feministas rondam minha mente mas não sei como expressar o que esse tema pode realmente implicar ou se/como me afeta, ou não. Como não tenho embasamento para uma conversa mais séria e consciente sobre o assunto, permaneço não curtindo muito esse volume, e esperando para ver como continua a saga de Mia.


Outras resenhas da série


Até a próxima! o/

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