bate papo

Semana Especial Intrínseca – Simon vs a Agenda Homo Sapiens

27 abr 2016

Olá, Pessoas! Como estamos? Eu ainda estou na busca de novas oportunidades, mas acredito que logo deve aparecer alguma coisa. ^.^

Bem, esse post não é para falar da minha dificuldade de encontrar um novo emprego. Esta é uma semana especial em que a editora Intrínseca convidou seus parceiros para falar sobre um de seus livros mais recentes: Simon vs a Agenda Homo Sapiens (skoob/goodreads), da Becky Albertalli. Cada dia é dedicado a um tema, e os parceiros podiam escolher em qual iriam publicar sua participação.

Primeiro de tudo, já tem resenha de Simon aqui no blog e você pode ler minha experiência com o livro lá. Segundo, hoje o tema é sobre FAMÍLIA, no caso especificamente sobre a família de Simon.

simon vs a agenda homo sapiens - becky albertalli

Acho que eu já li bastante young adults na minha “carreira de leitora”, sejam eles estrangeiros ou nacionais, e uma coisa que eles costumam ter em comum é que os adolescentes não tem pais. Assim, não é bem que eles não tem pais, mas não existe necessidade de que eles apareçam na história, ou interfiram de verdade na vida dos filhos, uma vez que o que é realmente importante é o relacionamento com os amigos na escola, o triângulo amoroso com gatinhos e gatinhas, bebidas, festas, etc… Adultos só servem para tornar a história real e tirar o foco de quem importa: os adolescentes e seu universo particular.

Em Simon é um pouco diferente. A família tem um papel muito importante para ele, ainda mais porque Simon guarda um segredo de todos. Eles interagem com frequência ao longo do livro, brincam juntos, comem juntos, tem atividades normais de uma família. Ainda assim, por mais que aparentemente o relacionamento entre todos seja agradável, pai, mãe e as duas irmãs de Simon também podem ter suas próprias vidas e segredos. O que torna o convívio entre eles ainda mais plausível e crível.

A irmã mais velha já foi para faculdade, mas todas as vezes que está em casa ela passa horas no telefone com alguém. A irmã mais nova também vive fora de casa, e Simon não tem ideia do que ela anda fazendo nem com quem. E apesar de serem irmãos e se darem bem, fica parecendo que Simon ou não se importa muito com essa distância que tem das irmãs, ou respeita o espaço que elas “impõem” em suas individualidades.

O mais complicado do relacionamento familiar de Simon para mim durante a leitura foi com seu pai. Simon é homossexual, apesar de ainda não ter contado para sua família, e em muitas cenas em que aparece interagindo com o pai tem que aturar piadinhas homofóbicas ou de alguma forma desmerecedora. Obviamente que o pai não sabe sobre Simon, mas mesmo assim já é uma forma de perturbar o menino ao ver que até dentro de casa existe algum tipo de preconceito. A mãe dele pode não ser preconceituosa, mas é daquelas mães que precisam de alguma forma ter o “controle” sobre o que está acontecendo com o filho, porque ele (e suas irmãs) estão virando adultos e ficando cada vez mais independentes.

O legal é que Becky Albertalli consegue criar uma família para Simon que é real. Mesmo distantes (fisicamente no caso da mais velha), as irmãs de Simon se preocupam com ele e dão muito apoio quando descobrem sobre a sexualidade do irmão. Tudo que seus pais querem é poder continuar fazendo parte da vida de Simon, que ele divida suas angústias e medos com eles. E eu acho que isso é o que faz com que pessoas sejam realmente família.

Você pode ter problemas, dificuldades, brigas, discussões, mas existe carinho, preocupação, interesse e amor no relacionamento. Pessoas com personalidades às vezes muito diferentes que procuram umas pelas outras porque sabem que existe doação quase incondicional por ser família.

Não é fácil, mas é o que nos faz ser pessoas melhores e nos faz crescer como indivíduos.


Quer acompanhar os demais posts da Semana do Simon?! É só clicar aqui e ver o post do blog da Intrínseca, onde os dias e os temas serão postados até o final da semana. ^.~

Até a próxima! o/

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