resenha

O Poço da Ascensão – Brandon Sanderson

29 dez 2015
Informações

O Poço da Ascensão

Brandon Sanderson

leya

série Mistborn: Nascidos da Bruma #2

720 páginas | 2015

3.75

Design 4

História 3.5

14

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A queda do Império Final trouxe a esperança. E despertou mistérios assustadores.

Numa sucessão de golpes de sorte, Elend Venture subiu ao trono de Luthadel, a principal cidade do Império Final. Nos meses que seguiram a queda do Senhor Soberano e a dissolução de seu governo, o novo rei revolucionou as relações entre os skaa – a classe social mais baixa – e os nobres, atraindo a atenção dos diversos governantes das outras partes do grande império.

Dentro das muralhas de Luthadel, o perigo espreita de todos os lados. Assassinos de aluguel alomânticos ameaçam a vida do rei, a desconfiança generalizada faz a população temer pelos rumos da cidade e desejar o retorno do Senhor Soberano, e um inverno inclemente se aproxima. Elend, Vin e o bando de Kelsier tentam manter o controle a todo custo, mas os piores inimigos ainda estão por vir.

Fora das muralhas, arma-se um cerco militar gigantesco. À frente dele, Straff Venture, o pai de Elend, um tirano cruel e desesperado pelo poder, busca invadir Luthadel. E ele não está sozinho.

Reviravoltas e surpresas marcam este segundo volume da trilogia Mistborn – Nascidos da Bruma. O destino de todo o Império Final está envolto nas brumas, e apenas uma força sobrenatural será capaz de desvendar os mistérios que assolam seus habitantes.

Design

Vou deixar uma coisinha aqui para vocês.

Mistborn - Marc SimonettiMarc Simonetti Deviantart

Fora isso minha opinião sobre o design não mudou, então você pode dar uma olhadinha na resenha de O Império Final para saber o que eu achei.


História

Queria muito dizer que o segundo volume da série Mistborn foi muito melhor que o primeiro, mas estaria fazendo um desserviço. Brandon Sanderson quase não conseguiu fugir da “maldição do segundo livro”, assim como vários outros autores antes dele. =/

Acho que um dos principais “problemas” está no próprio estilo de escrita do autor. Sanderson é bastante contemplativo e reflexivo em sua narrativa, e isso faz com que a história fique arrastada e lenta. O que é uma pena, porque suas cenas de ação e de lutas são descritivas ao ponto cinematográfico, e se você pensar que o autor precisa fazer com que você entenda todas as questões alomânticas de puxar/empurrar, chega a ser impressionante a facilidade de você montar tudo na sua cabeça.

Atenção Pessoas que não leram O Império Final! Não tenho como falar do livro sem de alguma forma dar spoilers do final, então, se você não quer perder a surpresa, tem várias resenhas no blog de fantasia, é só dar um procuradinha. ^.~

Vin venceu o Senhor Soberano acabando com o regime de tirania que existia sobre o Império Final. Yey, uma mulher forte e atuante na defesa do mundo! \o/ Agora, Elend é o novo governante de Luthadel e tem que colocar à prova todos os anos que passou estudando uma forma mais humana de governar.

Todos os personagens estão de volta nesta continuação, mas eu fiquei me questionando se precisava realmente esse mundaréu de páginas para continuar a história de Vin. Na maior parte do tempo ela se permitiu finalmente ter 18 anos e abraçou uma adolescência tardia. Em muitos momentos ela fica de #mimimi e se questionando quem ela realmente é ou quer ser: a única nascida das brumas conhecida do novo império ou a jovem “nobre” apaixonada por Elend. E ainda, será que ela é boa o suficiente para ficar com o jovem que agora governa todo o império?

O rapaz também não fica atrás em sua insegurança e falta de autoestima. Grande parte de seus capítulos, antes de ele realmente abraçar sua posição como rei, são recheados de questionamentos sobre suas decisões ou se ele realmente é a melhor escolha para estar à frente de Luthadel. Em alguns momentos de frustração ele chega a se questionar se os métodos do Senhor Soberano não eram realmente os “certos”.

Vin passa a ser praticamente uma guarda-costas de Elend e é durante suas rondas na cidade que acaba descobrindo que não é (mais) a única nascida das brumas, e que ainda precisa treinar e aprender muito para se tornar realmente forte. Ela ainda acredita que precisa aprender a dominar outros metais, e quer descobrir o que o metal especial que Kelsier possuía pode fazer.

Em O Poço da Ascensão, fora a questão do relacionamento e crescimento de Vin e Elend que se arrasta ao longo da história, temos vários subplots acontecendo simultaneamente. O ressurgimento e a fortificação das brumas que começam a aparecer também durante o dia. Uma questão política sobre a posição de Elend como rei, que é questionada pelo conselho que ele ajudou a montar, por seu pai e outros reinos, que veem uma oportunidade de tentar invadir e conquistar Luthadel. A história do próprio poço da ascensão, que em dado momento começa a preocupar Vin. Um segredo sobre a família e o parentesco de Elend e  seu pai. E a guerra que invariavelmente está se aproximando do Império Final.

A sensação que eu tive ao ler O Poço da Ascensão foi que aproximadamente as primeiras 400 páginas foram de preparação e construção dos novos núcleos de história. De desenvolvimento de Vin e Elend, assim como dos outros personagens que compõem o bando de Kelsier. Só que são as páginas mais arrastadas do livro inteiro, de vez em quando com uma quebra de ritmo quando Vin se envolvia em alguma luta. Fora isso, lento.

Mas…!

Lêmure eyes

Depois, parece que Brandon Sanderson tomou algum energético e ele descamba a escrever cenas climáticas, lutas, batalhas, momentos tensos de resoluções, poderes alomânticos, guerra guerra guerra, romance… Yey, tem romance! <3 E de repente, PÁ!, joga a cena final na sua cara, as decisões (meio burras) que Vin acaba tomando e um plot twist que te deixa com aquela sensação de MÁQUE?! KD O PRÓXIMO?!

Acho que por isso que eu tenho essa relação de amor/méh com o Sanderson. Porque o cara escreve MUITO. Mas MUITO MESMO. Ele criou um universo completamente plausível e aceitável com a magia alomântica. Ele tem um estilo narrativo leve e ágil na maior parte das vezes, mas ao mesmo tempo ele gosta de muitas barrigas em sua história. Cenas longas e às vezes cansativas que poderiam ser cortadas para deixar a narrativa ainda mais ágil e com maior foco naqueles momentos que realmente fazem a história andar e ser importante.

Na maior parte do tempo eu sei que estou insistindo na leitura de um livro do Sanderson mais por conta da recompensa que vai ser a resolução final do que realmente pelo desenvolvimento da história. ¯\_(ツ)_/¯

De qualquer forma, não consigo imaginar o que ele tramou para finalizar essa primeira trilogia de Mistborn, e acho que não quero criar muitas expectativas, assim posso ter a chance de ser surpreendida.


Outras resenhas da série

  • O Império Final - Brandon Sanderson

Até a próxima! o/

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