resenha

Belas Mentiras – M. Leighton

16 out 2015
Informações

belas mentiras

m. leighton

record

série pretty lies

280 páginas | 2015

3.25

Design 3.5

História 3

Primeiro volume da série Pretty Lies, da mesma autora da trilogia Bad Boys Inocente, pura e doce, Sloane sempre foi superprotegida pela família, mas ela jurou a si mesma que, ao completar 21 anos, tudo seria diferente. E, quando o relógio bate meia-noite, Sloane está pronta para sair do casulo e quebrar algumas regras. O jovem Hemi tem vários talentos, mas manter o controle, infelizmente, não é um deles. Acostumado a fazer o que sempre quis, nunca precisou se importar muito com as consequências de seus atos. Até que uma tragédia mudou para sempre sua vida. Agora ele tem apenas uma missão, e nada é capaz de afastá-lo de seu objetivo… Até conhecer Sloane. Mas nada que Sloane e Hemi viveram até hoje foi capaz de prepará-los para o que está por vir. Quando essas duas almas problemáticas se encontram, a conexão é imediata, e eles não têm outra escolha a não ser mergulhar em um mundo de loucura, paixão e devassidão. Porém, os dois têm algo a esconder, e logo vão descobrir que a tentação está nos pequenos detalhes. E é nos pequenos detalhes também que se encontram as mais belas mentiras.

Design

Achei a capa de Belas Mentiras bem bonita mas na verdade ela não me diz muita coisa. Acho que eu teria dado uma nota total bem maior se ela tivesse abraçado a ideia de ser somente tipográfica, como é a arte da quarta capa. Digo isso porque não achei que a imagem do ombro/lábios/cabelo da modelo acrescentou qualquer coisa na composição da capa em si, ou que tenha qualquer relação com a história.

Preferi muito mais o trabalho das fontes com as serifas em bastão e o título em verde “neon” com o detalhe de ser tracejado (será que a ideia aqui era emular os furinhos de uma pistola de tatuagem?!). Aliás, a combinação de preto/cinza/branco e verde foi muito feliz, com o verde sendo o foco e única fonte de cor. Gosto também da aplicação do soft touch, mesmo deixando a capa toda melecada com a minha gordura.

Na lombada a cor predominante é o verde, e eu espero que, se seguirem o projeto gráfico em todos os próximos livros, sejam outras cores “brilhantes” ou “neon” como esta. Eu adoraria ver um amarelo e um laranja nos outros dois volumes. ^.^

Achei legal também que as orelhas tem artes específicas, sendo uma com chapada preta e outra em verde. mantendo a fonte serifada e o detalhe tracejado em algumas palavras.

O miolo é o padrão que eu sempre comento da Record, sem muita novidade, fonte grande (a diferença aqui é que foi a Palatino e não a Minion, que é a que mais vejo no livros), problema na impressão, mancha dançando nas margens… Só as aberturas de capítulo que tem a marcação de qual personagem é PoV e o número por extenso.


História

Belas Mentiras é o primeiro livro que leio de M. Leighton. Dela a Record já lançou a trilogia Bad Boys, e este é o primeiro da nova série, Pretty Lies.

A história é um new adult sensual, com uma tentativa de trama com tensão e mistério mas que é previsível o suficiente para você não ter muitas expectativas com o resultado final.

Sloane (Xloáni é como eu lia… :P) é a caçula de uma família de homens machos super protetores (pai e 4 irmãos), todos policiais. Durante toda sua vida ela viveu à sombra do controle de todos eles. Ao finalmente completar 21 anos, ela decide que não deve satisfação para ninguém, que finalmente vai ser livre, e vai a um estúdio de tatuagem com a melhor amiga para colocar na pele uma arte própria. Indo na contramão das carreiras escolhidas por todos os seus parentes, Sloane decidiu fazer faculdade de arte e está no último ano, tentando decidir o que fazer como profissão, como empregar suas ilustrações para ganhar dinheiro.

No estúdio de tatuagem ela conhece Hemi, o profissional que vai colocar em sua pele o desenho que ela criou. E, tadá! temos, senão um instalove, pelo menos um insta-quero-te-dar-uns-pegas entre os dois. Nada contra, não tenho muito problema com instaloves até gosto deles, mas é um tico frustrante não ver um desenvolvimento de interesse, ter sempre essa coisa de paixão à primeira vista…

insta-love

Bem, Hemi, obviamente, é estupidamente maravilhoso-tudibom e Sloane não consegue evitar o interesse pelo tatuador. Para variar, a jovem ainda é virgem (porque todas nossas heroínas sempre são), e rola aquela cobrança “básica” da melhor amiga para “resolver esse problema”. Por parte de Hemi, ele sabe que tem que se manter longe da menina inocente e ingênua que deitou em sua maca (porque ele sabe que ela é virgem… não sei, deve ser alguma coisa a ver com cheiro? O.o), mas ele percebe a sensualidade natural que emana de seus olhos, e tudo o que quer é pegar em sua pele de porcelana e colocar tinta e arte.

Mas Hemi é um homem misterioso, e por mais que queira mais de Sloane do que algumas sessões de tatuagem, ele vai fazer de tudo para afastar a garota. Até descobrir que ela tem uma família cheia de policiais. Isso atrai ainda mais a atenção e o interesse de Hemi, e ele rapidinho muda de “sai daqui” para “partiu praia, vou ser seu tutor nos paranauê das tatuagens”.

Sloane acha tranquilo, vamos lá ser livres das amarras da minha família, e ela e Hemi passam a se envolver ainda mais, quando ela vira “estagiária” no estúdio de tatuagem.

Obviamente o passado misterioso de Hemi vai ser o ponto principal de tensão para o casal, principalmente quando a família de Sloane é colocada em perigo.

De certa forma, a garota também tem alguns segredos que são a causa do tratamento super-protetor de seus parentes. E a autora vai trazer esses segredos à tona para criar ainda mais tensão entre o casal.

Entretanto, uma coisa que me deixou meio assim foi que Sloane quer o tempo todo ser independente, quer sua liberdade, quer ser uma mulher adulta, mas quando tem uma decepção com Hemi todas essas atitudes são deixadas de lado. Sei lá, achei que ela ia subir no salto ao invés de dar piti. Mas talvez eu esteja exigindo muito da personagem…

De qualquer forma, eu gostei da escrita de M. Leighton. Ela alterna os capítulos entre o casal, dando voz para cada um, e conseguiu me convencer da voz de Hemi. O ritmo do livro é bom, tem a tentativa de criar a tensão do passado e entre o casal, que não funciona tão bem, mas dá para se divertir. Me fez ter vontade de ler outros livros da autora, então acho que valeu!


Até a próxima!

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