resenha

Eve & Adam – Michael Grant, Katherine Applegate

17 abr 2015
Informações

eve & adam

michael grant, katherine applegate

novo conceito

série ---

272 páginas | 2014

3.25

Design 3.5

História 3

Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina.

Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida!

Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

Design

Não tem como negar que o que mais chama a atenção no livro é essa capa. Essa foto da maçã, dando indicação da mistura de orgânico e cibernético, de analógico e digital, de mundano e de “especial”. Eu curti bastante mesmo ela sendo apenas uma adaptação da capa original. Para complementar o projeto, a Novo Conceito fez uma boa escolha de fontes modernas, que são utilizadas inclusive na quarta capa.

Eve & Adam é mais um dos livro da editora que vem com sua sugestão indicativa de leitura, e já tem os selinho: fantasia, humor, mistério, amor (não sei muito bem se tem humor… mas né?).

Diferente de outros projetos gráficos da editora (como os da série Estilhaça-me), Eve & Adam tem apenas um miolo correto, com uma fonte relativamente grande que faz com que a quantidade de linhas total por página seja pequena, o que aumenta o tamanho do livro. Achei bom que o cabeçalho e rodapé tenham mantido as mesmas fontes utilizadas na capa, ao invés de inserir mais uma família diferente no projeto. A mancha gráfica acaba ficando grande para o tamanho da página, e todo o conteúdo fica um pouco apertado por causa do tamanho da fonte.

O projeto tem também aberturas de capítulo simples e sempre nas páginas ímpares, com um grafismo de maçã estilizado.


História

Ai, o que falar de Eve&Adam? =/ Bem, o livro foi ok, e meio que é isso. Não consegui sentir aquele tchãnãnã durante a leitura. Não rolou aquele envolvimento, aquela preocupação com os personagens, aquela conexão. Eu li porque estava interessante e porque era meio “o que tem para hoje”, mas os motivos dos personagens, o clímax, o lance da “criar o namorado perfeito”… aff… méh. Nem o fato de que o livro contar uma história de que o ser humano tenta brincar de deus ao criar um ser perfeito…

Evening é filha de Terra Spiker, uma cientista/geneticista mega famosa e super fria que meio que caga litros para a filha. Depois que a menina sofre um acidente, tem a perna decepada e quase morre, sua mãe aparece no hospital para carregar a garota (e a Perna) para o instituto de que é dona. Lá, enquanto se recupera e espera sua perna “colar” de volta, Eve conhece Solo, filho dos falecidos sócios de sua mãe, e que desde que ficou órfão, mora no prédio da empresa.

Solo é quase um nerd de ciência e tecnologia, resolve tudo, sabe de (quase) tudo das instalações, mas no fim das contas fica mais parecendo um stalker meio bizarro. Ele tinha tudo para ser o personagem mais interessante pelo background meio sofrido/revoltado, mas ele não engata. Ainda mais com o lance do “instalove” que ele tem com Evening…

Que é outro problema da construção da história. Evening/Eve é bem chatinha. Tem uma melhor amiga insuportável que faz tudo errado e coloca Eve em maus lençóis. Depois de um tempo, a melhor amiga meio que vira o alvo de um “cat fighting” quando Eve começa a desmerecer a amiga e consequentemente se afasta da garota, porque “ela merece coisa melhor” do que perder tempo com a “amiga”.

Evening também é bastante auto-suficiente e é quase uma Mary Sue. É inteligente, bonita, rica, mas nunca se interessou romanticamente, porque nenhum menino era bom o suficiente para Eve. Então, ninguém melhor do que ela para construir em um programa de computador, sua visão de garoto perfeito. Desde sua aparência, até sua personalidade e características.

Ao longo da história, enquanto Eve se recupera do acidente e constrói Adam, ela se envolve com Solo e são apresentados alguns plots de conspiração dentro da empresa, o desconforto que Solo tem por depender da “boa vontade” da mãe de Evening e por achar que foi responsável pela morte de seus pais, as loucuras da amiga de Eve, questões éticas de genética e medicina… mas são muito superficiais e se arrastam até o fim do livro para tentar resolver.

A proposta toda de criar um “namorado perfeito” também não empolga ou, sei lá, simplesmente não importa. Acontece tantos subplots durante a história que o desenvolvimento do garoto fica meio de lado em muitos momentos. Como bem disse Jenna, uma resenhista que eu sigo no Goodreads, Zettai Kareshi (um manga de Yuu Watase e que tem a mesma proposta do namorado perfeito) consegue ser mais interessante no desenvolvimento dos personagens e da ideia de um ser artificial “emulando” um ser humano e seus sentimentos e comportamentos. No caso de Adam é tudo tão corrido que você não tem nem tempo de se permitir se interessar pelo cara.

O clímax é legalzinho, a proposta de um triângulo amoroso é forçada, e você aceitar que tudo é resolvido por um casal de adolescentes de 16-18 anos… <suspiro>Misturando tudo isso só faz com que o livro seja ok, que você só vai até o final porque, né, você tem que entender o que acontece no fim.

Rolling eyes

É pessoas, acho que não estou no clima para young adults… ou então a idade está finalmente batendo. Primeiro foi a decepção com A Joia. Agora com Eve&Adam. Talvez eu tenha que dar um tempo no gênero. Vai ver que eu preciso dar uma “refrescada” com outros tipos de história para não criticar tanto os young adults… ¯\_(ツ)_/¯


Até a próxima! o/

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