resenha

Dublin Street – Samantha Young

14 jul 2014
Informações

dublin street

samantha young

leya / quinta essência

série dublin street #1

400 páginas | 2014

2

Design 0

História 4

Traumatizada pelo seu trágico passado, a americana Joss muda-se para a Escócia, na romântica Edimburgo, onde espera começar uma nova vida. Durante quatro anos tenta negar memórias dolorosas, refugiando-se na escrita, no sonho de um dia, finalmente, pôr os seus fantasmas no papel. Mas de repente tudo muda. Quando vai morar em um luxuoso apartamento na Dublin Street, conhece o desconcertante Branden, um carismático milionário que exerce sobre ela um irresistível fascínio. Joss se vê numa encruzilhada. Sabe que a atração entre ambos é imediata, avassaladora. Mas os demônios do seu passado a impedem de se entregar ao sensual escocês. É então que ele lhe propõe um estranho acordo, que lhes permitirá explorar a atração entre eles sem se envolverem emocionalmente. Joss aceita. E no início acredita, inocentemente, que o acordo vai dar certo. Mas Branden quer mais, muito mais, quer tudo. Quer desvendar todos os seus segredos – e está disposto a mudar o que for preciso para tê-la por inteiro. Mas será que ela está disposta a ir até o fim?

Design

Livro digital, portanto, sem avaliação de design.


História

Apesar de eu ter gostado muito da história, dos personagens, da sensualidade de Dublin Street, o livro de certa forma também me deixou levemente frustrada no início.

Se você só ler a sinopse e levar em consideração o marketing feito pela LeYa, que inclusive eu ajudei a divulgar, o lance da síndrome do pânico tem um certo peso para “convencer” o leitor a se interessar pelo livro.

Qual foi a minha expectativa para Jocelyn, a personagem principal com um “trágico passado”? Eu esperava uma mulher reclusa, solitária, dada a crises de síndrome do pânico. Imaginei que o interesse romântico se daria em uma das escapadas de Jocelyn para a realidade, do tipo uma ida à farmácia, ao supermercado, à banca de jornal… Que ela encontraria Braden e ele fosse o estopim para ajudá-la a sair do casulo.

Só que o que eu encontrei foi uma mulher reservada, sim, uma vez que foi marcada em seu passado, mas ao mesmo tempo independente e decidida. E isso foi levemente… desconcertante.

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Apesar deste conflito inicial, eu gostei de Dublin Street, muito por causa de seus personagens, inclusive os de apoio, que obviamente tem sua parte na construção do clímax da história.

Depois de perder a família, Jocelyn parte para Edimburgo, meio que uma fuga do passado e uma forma de tentar continuar sua vida. Jocelyn precisa sair do apartamento que divide com uma amiga, e a busca por um novo lugar para morar a leva até Dublin Street. Só que no caminho, ela divide o taxi com um cara “tudibom” que consegue mexer com Jocelyn de um jeito que há muito tempo ela não se sentia.

O apartamento de Dublin Street e a nova companheira de quarto são melhores do que Jocelyn poderia esperar, até descobrir que o irmão mais velho de Ellie (a nova amiga de apartamento) é ninguém mais do que o gostoso do taxi. A última coisa que Joss quer é se envolver romanticamente com quem quer que seja, ela vai começar a perceber que o que sente por Braden é quase insuperável e nem mesmo seus maiores medos vão impedi-lo de conquistá-la.

Braden definitivamente é um homem “obcecado” por seus objetivos. Uma vez que ele colocou sua mira em Jocelyn, nada o convenceu que os dois não deveriam ficar juntos. Por mais que Jocelyn tentasse estragar o acordo dos dois, se apegando à sua insegurança e medo de perda.

Uma das coisas interessantes é que a autora insere durante a história momentos que seriam as sessões de terapia de Jocelyn. Quando ela decide procurar ajuda especializada para tentar lidar com toda a questão da síndrome do pânico estar voltando a “atacar” e o stress que é lidar com Braden em sua vida, é interessante acompanhar a busca dela por respostas e uma maior auto-aceitação. Por mais que ela continue tomando decisões “erradas” ao longo do caminho. XD

O acordo também gera cenas interessantes, e quentes, entre eles. Sem dominação, nem amarras, só um homem dando para sua “parceira” o carinho e atenção que ela precisa. Braden e Jocelyn juntos é uma explosão de sexualidade, mas a autora não esquece de manter a história em movimento, não se focando somente nas cenas “quentes” dos dois.

No fim, Dublin Street vai além do relacionamento sexual dos personagens e se torna uma história sobre redenção, coragem e superação de medos, tanto de Jocelyn quanto de Braden.

Recomendo se você gosta de uma história que vá além do erótico, com a construção e evolução dos personagens, e com um tema forte como pano de fundo (relativamente bem fundo) sobre síndrome do pânico.


Até a próxima! o/

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1 comentário

  • Responder Ize Chi 18 jul 2014 at 13:35

    Parece mesmo interessante! Já está na minha lista de leitura desde aquele evento da Leytoras que fomos… Mas daquele dia, o único que já li foi “Mistborn”, e que valeu MUITO a pena. Mas vou ler este também ^^

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