resenha

Um Toque de Vermelho – Sylvia Day

10 abr 2014
Informações

um toque de vermelho

sylvia day

paralela

série renegade angels #1

308 páginas | 2013

4

Design 4

História 4

Andrian Mitchell não é um homem qualquer. Além de ser o mais sensual, elegante e charmoso dos seres, também é o grande líder de uma unidade de elite de Operações Especiais dos Serafins. Sua missão: controlar vampiros e licanos. Mas o seu encontro, depois de quase duzentos anos, com a alma da mulher que ama, no corpo da bela Lindsay, os leva a uma proibida paixão que poderá colocar tudo a perder.

design

Eu adoro uma novidade em relação a acabamentos gráficos. Ok, que capas com uma textura aveludada já estão por aí há algum tempo, e eu já tinha comentado sobre na resenha de Fallen, mas é sempre legal contar coisas que descubro, né?

Então, esse acabamento é um verniz chamado BOPP soft touch, que dá essa textura tão macia na capa. Acho muito bom quando ela é aplicada com um objetivo. Aqui temos a pena de um anjo, então ela ser aveludada faz todo sentido em relação a uma experiência até mesmo sensorial enquanto você lê. Só prepare-se para ver toda a gordura dos seus dedos ser transferida para capa enquanto você carrega o livro. =/

Ainda sobre a capa, gostei muito da paleta cromática ser preto/branco e vermelho, criando um estilo gráfico para a série. Pena que o vermelho do título se perde um pouco em relação ao nome da autora gritando em caixa alta. Tudo bem que Sylvia Day vende mais do que se o título tivesse o maior peso, mas acho que um negrito na fonte dava um corpo maior para o “toque” do vermelho. A lombada tem marcação de número do volume (muito bom!) e na quarta capa vem um aviso que o conteúdo do livro é indicado para adultos (duplamente bom!).

Só duas coisas me incomodaram: um adesivo gigante e vermelho dizendo que é a mesma “autora do best-seller Toda Sua”… por favor, coloquem essas informações na quarta-capa. T_T E uma chamada “da série renegade angels”; quando bati o olho a primeira impressão que tive é que eu já deveria conhecer a série e que este seria um spin-off ou outro livro (o segundo ou terceiro) que continuasse a história, e não o primeiro volume.

O miolo é bem simples e correto, seguindo uma linha parecida com os livros da Arqueiro, que só tem o corpo de texto bem balanceado na página, com um tamanho de fonte entre o bom e o grande, ótimo espaçamento entrelinhas e uma legibilidade muito agradável. Mas fora os números de páginas, não possui nenhuma marcação de cabeçalho e as aberturas de capítulo são bastante simples. As editoras tem que entender que os conteúdos dos cabeçalhos ajudam aos “stalkers” de leitores dos coletivos a descobrir o que o passageiro do seu lado está lendo, sem você ter que se contorcer todo para olhar a capa. ^.~

Gostei do livro da Paralela, tem uma capa marcante com um miolo que cumpre sua função.


história

Apesar da quantidade de resenhas de livros hots que andaram pintando por aqui, fazia algum tempo que eu não lia um com tema sobrenatural. Desde A Irmandade da Adaga Negra só tenho terminado livros contemporâneos, e quando cheguei ao final de Um Toque de Vermelho, percebi o quanto sentia falta de um pouco de fantasia nas histórias.

Não quero dizer que os new adults ou hots que se passam entre pessoas “normais” não são interessantes, mas incluir um toque de paranormal sempre acrescenta um charme a mais na história.

No caso da série da Sylvia Day ela até abusa, misturando de uma vez só anjos, licans (os lobisomens) e vampiros. Ela cria uma mitologia para explicar a existência dos dois últimos, que na verdade são variações de anjos caídos. Gostei bastante da forma como ela organizou a hierarquia e a trégua eterna entre os Sentinelas e os Caídos, mas ela às vezes dá uma rateada na lógica e no bom senso da história. “Então por que você deu 4 estrelas se história tem falhas?” – você pode me perguntar. Bem, eu me diverti muito lendo e isso de vez em quando conta mais do que uma história completamente estruturada, né não? ^.~

Adrian (me abana), Lindsay e o encosto de mulher
Os personagens principais, Adrian e Lindsay, têm uma ligação de séculos. Lindsay divide seu corpo e alma com Shadoe (que eu lia shadow), a filha nefilim amaldiçoada de Syre, líder dos Caídos e principal inimigo de Adrian. Este é o líder dos Sentinelas, responsável por manter a trégua e garantir que os Caídos sofram a punição imposta a eles pelo Criador. Foi Adrian que arrancou as asas de Syre e provocou sua queda.

Lindsay também tem suas cartas na manga. Depois de um trauma de infância, ela passa a caçar todos os que são ligados ao submundo dos vampiros, uma vez que ela consegue pressentir a energia desses seres. Por ter a alma de Shadoe sem saber, ela começa a desenvolver habilidades especiais além de um humano normal.

Os dois se encontram no saguão de um aeroporto e Lindsay sente uma conexão inexplicável com Adrian, daquelas que dá choques e arrepios. Ele identifica na moça a alma de sua amada, e faz de tudo para convencê-la a ficar com ele. E é suuuper tranquilo, o cara é moreno-alto-estranho-sensual, então é óbvio que a Lindsay não vai nem querer se preocupar com mais nada!

good-taste

Daí é um salto para todas as verdades do sobrenatural sejam despejadas em cima de Lindsay, que de certa forma é fácil de ser digerido, uma vez que ela mesma caça os vampiros. A nossa heroína é levada (um pouco contra a vontade) até a morada dos anjos, onde recebe o convite para se integrar aos Sentinelas e inclusive ganha uma carona no colo de Adrian para um passeio e uma conversa privada.

Estou te querendo, só que não
O relacionamento entre os dois é quente mas demora um pouquinho para decolar. Principalmente quando Lindsay descobre sobre o motivo da queda e transformação dos anjos em vampiros, o que faz com que, mais do que nunca, ela queira proteger Adrian. O triste aqui é que para o líder dos Sentinelas a ordem é “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” e isso gera um momento triste de tensão na história. De qualquer forma, as cenas dos dois são bem gráficas e sensuais.

O engraçado é que eu sempre imaginei os anjos como seres que não possuem livre-arbítrio, Eduardo Sporh fala sempre isso em seus livros. Das duas uma: ou eu nunca entendi (nem vou entender) o que o livre-arbítrio realmente significa, ou cada um interpreta de um jeito. Os anjos de Sylvia Day conseguem ir contra sua “programação” natural, o que me faz considerar que talvez eles não sejam limitados a suas funções de serafins.

Fora algumas flutuações na história, principalmente em momentos de formalizar um contexto e não contrariá-lo, gostei muito de Um Toque de Vermelho. Adrian é meu personagem favorito na trama, com seu drama pessoal de um amor que não pode nunca ser concretizado, e porque ele é o gatinho-hot-omedezo da vez. Seu guarda-costas, Elijah, também é um ótimo personagem, e eu espero poder ver mais dele em próximos livros.

Para variar, eu acho que a série é daquelas que apresenta vários personagens, e nos livros seguintes mudam o ponto de vista e os dos primeiros livros não ficam mais com tanto foco. Espero que ela não perca de vista do romance entre Adrian e Lindsay, uma vez que para mim ficaram umas pontas soltas no final.

E se por acaso esse bando de termos específicos do livro confundiram sua cabeça não precisa se preocupar. No início tem um glossário com explicação de todos eles para você se contextualizar. ^.~

Recomendo muitíssimo para os fãs de IAN que estão órfãos enquanto não sai The King aqui no Brasil.


Até a próxima! o/

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