resenha

Calafrio – Maggie Stiefvater

19 ago 2012
Informações

calafrio

maggie stiefvater

agir

série os lobos de mercy falls

348 páginas | 2010

4.75

Design 4.5

História 5

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas: uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo.

Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Design

Preciso dizer que este é um livro que mereceu 5 estrelas. Praticamente não encontrei pontos negativos no projeto gráfico como um todo.

A capa é muito bonita, uma mistura fotográfica com ilustração; da cor quente (laranja, verão) com o branco e os tons de cinza (do inverno, dos lobos). A foto da quarta-capa parece ser a mesma, mas como está com cores e um corte diferente, passa a ilusão de ser outra imagem.

Temos um colofon simples e menção para a capista e para quem fez o projeto gráfico/diagramação.

O miolo é bem bonito com uma mancha graciosa e adequada para a página, margens agradáveis, tamanho de fonte ideal. Na minha opinião a escolha da fonte do miolo foi perfeita! Não sei se foi intencional mas a Jenson tem pontos finais e outros sinais de pontuação com formato de um losango. Isto gera pontas, arestas… calafrio! Pode ser muita viagem e muito sutil para um leitor às vezes perceber. Mas para mim, essa sensação foi um quê a mais na leitura.

Fora um travessão ou outro, mas muito poucos mesmo, sobrando quando não eram diálogos, a revisão também está de parabéns.

Definitivamente, 5 pontos!


História

Na chamada da capa de Calafrio existe a seguinte frase “Se você é fã de Crepúsculo, vai amar Calafrio”. E, apesar do gap de quatro anos entre a leitura do primeiro e esta agora, pelo sentimento do que me lembro do livro de Stephenie Meyer, eu gostei mais de Calafrio.

Estou me prometendo há algum tempo a releitura de Crepúsculo. Tanto para descobrir se o que me lembro do livro está correto, quanto para avaliar se a sensação residual de ter gostado muito ainda é válida hoje. Depois da leitura de Calafrio, esta necessidade se tornou ainda mais urgente.

A diferença principal que me fez preferir Calafrio é muito simples. O livro não é um “monólogo” em primeira pessoa. Nós acompanhamos a história sob a ótica dos dois personagens principais, Grace e Sam. Os pontos de vistas se alternam entre os capítulos, ora com Grace, ora com Sam, e acompanhamos o desenvolvimento da história e dos personagens pela ótica dos dois.

Vemos como é o amor na visão dos dois. Acompanhamos suas dúvidas e decisões. E eu adorei “ver”, mesmo que pela ótica feminina já que é uma escritora, como seria a cabeça de um rapaz se apaixonando e ver através dos seus olhos a pessoa amada. Foi delicioso acompanhar o lado masculino do casal.

Calafrio foi meu segundo livro exclusivo de lobisomens. Estes seres sobrenaturais não são necessariamente meus preferidos, normalmente porque associo com falta de controle e selvageria. Mas o personagem de Sam é tão agradável e romântico, e passa tanto tempo evitando se transformar que eu até ansiava pelo momento em que ele passaria para a forma de lobo.

Gostei muito da história. Levemente tensa nos momentos exatos, suavemente sexy em outros, e acima de tudo, adoravelmente romântica. No meio do livro fiquei um pouco receosa que a autora fosse perder os personagens secundários e focar só no relacionamento Grace+Sam. Contudo, Maggie Stiefvater resolveu muito bem, criando uma tensão que precisava tirar o casal de sua zona de conforto.

Lá pelas tantas você entende para que servem as marcações de temperaturas nas aberturas de capítulo e começa a ficar na expectativa de como vai ser o desenvolvimento de cada um.

Achei o final um pouco previsível mas isso não desmereceu toda a história que a autora contou até ali. Na verdade, o livro meio que termina bem, não percebi ganchos abertos que me deixassem necessitada de uma continuação. Tenho até um pouco de receio de ler Espera e me decepcionar. Sabem maldição do segundo volume? De qualquer forma, assim que tiver a oportunidade vou completar a série.

Falei tanto da minha experiência com o livro mas não mencionei a história propriamente dita. Grace Brisbane foi levada por lobos aos 6 anos de idade, durante um inverno extremamente rigoroso. Salva por um de seus captores, com marcantes olhos amarelos, Grace cresceu e desenvolveu uma paixão “platônica” por esse lobo, que todos os invernos vinha visitá-la.

Sam é um lobisomem. Ele salvou Grace de ser comida por sua matilha quando ela tinha 6 anos. A partir daí, nos invernos ele ia visitá-la em sua forma de lobo, e às vezes cruzava com ela como humano pela cidade, mas sempre a evitava.

O destino dos dois se cruza novamente quando um menino da escola de Grace é atacado e morto por um bando de lobos. Os homens da cidade se organizam para matar a matilha e tentar impedir novos ataques. Preocupada com “seu lobo” de olhos amarelos, Grace entra na floresta mas não consegue impedir a caçada. Até voltar para casa e encontrar um rapaz sangrando, nu, e com os mesmos olhos amarelos de seus lobo.

O resto é história. ^_^


Até a próxima! o/

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1 comentário

  • Responder Gabriella 25 maio 2015 at 02:43

    Se não estou enganada, no livro não fala que ela foi atacada com 6 anos de idade e sim 11 anos, lá fala que ela foi mordida a 6 anos atrás e como na história ela tem 17 anos, ela foi mordida com 11 anos, e não 6.

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